Responsável por morte de enteado vai a júri popular após sete anos do crime

 

O crime que aconteceu há quase sete anos e teve julgamento adiado deixa a mãe de Clayton Conceição Suzart, assassinado em 19 de agosto de 2012 pelo padrasto Edmilson Tenório dos Santos, com o sentimento de impunidade.  De acordo com Joselinda de Souza Conceição, o julgamento do padrasto, que trabalha de segurança na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), foi remarcado para a próxima terça-feira (12).

Ao BNews, a mãe de Clayton Conceição desabafa: ‘’O sentimento é de impunidade, de injustiça. Você acha que a vida de uma pessoa não vale nada’’. Ainda indignada Joselinda Conceição relata sobre a situação de Edmilson ainda não ter sido julgado: ‘’Uma pessoa que tem condições a mais, só porque tem dinheiro consegue tudo, se acha acima da lei’’.

Apesar das circunstâncias, a mãe de Clayton diz que não quer vingança, mas ressalta a necessidade do julgamento: ‘’Eu tô me sentindo inútil, ontem mesmo eu já chorei tanto, porque eu quero justiça, não quero vingança, eu quero justiça pelo meu filho. Eu quero isso acabe, quero virar essa página, quero viver minha vida’’. Ainda questionou a atitude do ex-companheiro: ‘’poxa se ele tem medo de ir preso, por que ele matou? Por que tirou a vida de uma pessoa?’’.

19 de agosto de 2012 – No dia do crime, Edmilson teria agredido a filha do casal, que tinha 16 anos, e logo depois agrediu Joselinda, quando Clayton chegou na residência da família e questionou a atitude do padrasto. ‘’Ele falou bata em mim, desconte toda a sua raiva em mim, mas em minha mãe não, em minha irmã não’’, conta Joselinda.

Na ocasião, Edimilson agrediu o enteado e logo depois disparou contra Clayton, que na época tinha 24 anos.  ‘’Ele foi frio, foi cruel, foi monstruoso o que ele fez com meu filho’’, relembra a mãe do jovem assassinado em 2012.

Além disso, Joselinda conta ao BNews que não tinha uma boa relação com o ex-companheiro: ‘’A gente tinha brigas, discussões, mas meu filho nunca tinha presenciado. Nunca bateu na filha dele, foi a primeira vez’’.

Ainda de acordo com Joselinda, há dois anos Edmilson perseguia a ex-mulher: ‘’Tentou contato várias vezes, perseguia nos pontos de ônibus, mandava mensagem’’.

Contudo, nesta terça-feira (12), o segurança da AL-BA Edmilson vai a júri popular, no Fórum Ruy Barbosa.

 

 

*BocãoNews

 




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *