Mãe de rapaz morto ao levar ‘gravata’ em supermercado relata que sofreu agressão de segurança

O diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, Antonio Ricardo, afirmou que a polícia investiga se a mãe de Pedro Gonzaga, de 25 anos, morto ao levar uma “gravata” de um segurança do SuperMercado Extra, da Barra da Tijuca, também foi agredida pelo vigia.

A mãe de Pedro contou ao delegado que o segurança a deu um empurrão e a lesionou no braço. Esse empurrão teria ocorrido quando a mãe tentou ajudar o filho. A polícia a encaminhou para exame de corpo de delito.

A mãe de Pedro prestou depoimento na tarde desta terça (19). “Foi um depoimento esclarecedor. Ela disse que a versão de que o filho tentou pegar a arma não condiz com a realidade”, disse o delegado, sobre o depoimento da mãe da vítima.

O delegado também afirma que ouviu mais uma testemunha que indica que a morte de Pedro foi intencional.

O vigilante Davi Ricardo Moreira Amâncio foi autuado inicialmente por homicídio culposo, pagou fiança e foi liberado. Segundo o delegado, a classificação pode ser alterada para homicídio doloso, onde há a intenção de matar.

Outros seguranças que assistiram a morte de Pedro já respondem por omissão de socorro, mas, caso a classificação do homicídio mude para doloso, eles também podem responder pelo crime.

“Um dos seguranças colocou a arma em sua arma impedindo que ela agisse para impedir esse fato”, disse o delegado, ainda citando o depoimento desta segunda.