Suzano: com machado cravado no corpo, estudante foi a pé para hospital

luno da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), José Vitor Ramos Lemos, 18 anos, recebeu uma machadada de um dos dois atiradores que invadiram a escola, nesta terça-feira (13), mas conseguiu fugir e seguir a pé, com a ferramenta pendurada nas costas, até o Hospital Santa Maria, que fica a cerca de 300 metros.

Veículos da polícia e de funerárias na entrada de escola onde ocorreu atentado (Foto: Nelson Almeira/AFP)

O estudante passou por uma cirurgia e é um dos dois pacientes que permanece internado na unidade de saúde.

Em entrevista ao portal Uol, a mãe do jovem, Sandra Regina, 49, contou que José Vitor estava no pátio de mãos dadas com a namorada quando correu para fugir dos atiradores.

“Ao invés de correr para o lado contrário deles, ele correu a favor dos atiradores. Só que, quando ele chegou na porta, um aluno segurou a porta, aí o outro foi e atirou a machadinha nele”, disse.

Ainda segundo ela, no momento em que os tiros começaram, a namorada de José Vitor tentou pular o muro, mas sem sucesso. “Ela pensou em pular o muro e não conseguiu. O aluno que estava junto dela levou um tiro na cabeça, nisso ela caiu e ele caiu por cima”, contou.

Ela contou que o filho chora muito por conta do abalo psicológico. “Ele falou só: ‘Mãe, eles planejaram, eles já foram nos Estados Unidos, uma vez foi dois alunos e fizeram isso’, ‘mãe, eu não sei como eu vivi, era para eu ter levado um tiro’ e ele chora muito”, disse.

Atendimento
Também em entrevista, o cirurgião vascular Austelino Mattos, que atendeu José Vitor, relembrou a cena: “Ele chegou da escola com um machado pendurado no tórax. Veio a pé e pediu ‘me ajuda, me ajuda'”.

“Eu peguei e levei para o centro cirúrgico, nós fizemos essa remoção. Graças a Deus não pegou em nenhum vaso importante, foi feita a sutura, a remoção do machado. Agora ele está estável, está bem e vai evoluir bem”, disse o médico.

O garoto deverá fazer fisioterapia após a recuperação para não ficar com limitação no movimento do braço.
Além dele, outros seis estudantes foram atendidos no hospital, sendo três meninos e três meninas.

*Correio




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