Preso um dos maiores fraudadores do INSS, segundo força-tarefa da Previdência Social

                                                                 Foto: Márcia Foletto

 

A Força-Tarefa Previdenciária desarticulou, nesta quarta-feira (dia 9), um grupo suspeito de irregularidades envolvendo benefícios do INSS. O esquema seria comandado por um homem considerado um dos maiores fraudadores da Previdência Social. Ele seria responsável por fraudes em aposentadorias e auxílios desde os anos 80, respondendo a diferentes processos penais.

De acordo com as investigações, desta vez o grupo fraudou pelo menos 140 auxílios-doença e aposentadorias por invalidez na Região Nordeste do país. Segundo a força-tarefa, seis desses benefícios estavam registrados com nomes fictícios, mas todos com a fotografia do homem apontado como chefe do grupo.

O prejuízo estimado com as irregularidades é de R$ 7 milhões, mas a Previdência Social projeta uma economia futura de ao menos R$ 11 milhões — já que esses pagamentos deixarão de ser feitos —, levando em conta a expectativa média de vida dos brasileiros.

Para desarticular o esquema de fraudes, foi desencadeada a Operação Caduceu da Força-Tarefa Previdenciária. A Justiça Federal determinou a prisão preventiva de três pessoas – incluindo o chefe do grupo. Também estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Salvador e Camaçari, ambas na Bahia, e em Aracaju, Sergipe.

Como funcionava o esquema

O grupo vinha agindo desde 2016, segundo as investigações. De acordo com o levantamento feito, os benefícios seriam requeridos em Sergipe, em nome de pessoas originárias da Bahia. Para realizar a fraude, os envolvidos utilizavam relatórios e laudos médicos falsificados, atestando doenças inexistentes. Esses documentos eram apresentados ao INSS.

Além disso, foram identificados vínculos trabalhistas falsos, que foram informados à Previdência Social por supostos empregadores fora do prazo, por meio de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social ( GFIPs extemporâneas).

O esquema de fraude, segundo as investigações, contava com a participação de um técnico em contabilidade (o que deu origem ao nome da operação), de um servidor do INSS e de um responsável por obter os laudos e relatórios médicos falsos.

Segundo a força-tarefa, os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e falsificação de documento público. Se forem condenados, as penas podem chegar a mais de 30 anos de detenção.




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