Presidente da CEF nega alta de juro do crédito imobiliário da classe média

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, negou nesta terça-feira, 8, que o banco vá aumentar os juros do crédito imobiliário para a classe média. Nesta segunda-feira, na cerimônia de posse dos novos titulares dos bancos públicos, ele afirmou que “quem é classe média tem de pagar mais”. “Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. Na Caixa, vai pagar um juro maior que o do Minha Casa, certamente, porque vai ser um juro de mercado.” Segundo Guimarães, a declaração foi reproduzida de forma distorcida pela imprensa, o que ele classificou de “desonestidade intelectual”. O presidente da Caixa disse que não é “correto matematicamente” comparar o crédito imobiliário do Minha Casa Minha Vida (MCMV) com o destinado para a classe média.

“É óbvio que o juro para a classe média, que não é o MCMV, por definição matemática é maior. Aí, vocês (a imprensa) trocaram o que falei para dar manchete. Agora, matematicamente, o MCMV para pobre é menor. Foi o que falei”, disse Guimarães após participar da cerimônia de transmissão de cargo do novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, no Rio.

Ele esclareceu que sua afirmação foi uma constatação matemática, já que o menor juro do mercado no crédito imobiliário é o do programa Minha Casa Minha Vida.

Ontem, Guimarães afirmou que os recursos mais baratos para a concessão de crédito habitacional — que vêm do FGTS ou poupança — devem ser destinados para o financiamento de famílias de menor poder aquisitivo, atendidas pelo programa Minha Casa Minha Vida. Para financiar a classe média, segundo ele, o banco buscará outras fontes de recursos. Entre as opções estão a venda de carteira de financiamentos imobiliários ativos e a venda de imóveis retomados por inadimplência.

(Com Estadão Conteúdo)




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