Soldado suspeito por assassinato de PM é morto na Cidade Baixa em Salvador

O soldado da Polícia Militar Egnaldo Alexandre Seixas Júnior, suspeito pela morte do sargento reformado da PM Carlos José de Jesus Cruz, em outubro do ano passado, morreu depois de ser baleado por volta das 14h desta quarta-feira (14), no Largo de Roma, na Cidade Baixa. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu. O crime é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O coordenador da Força Tarefa que investiga morte de policiais, delegado Odair Carneiro, diz que Egnaldo foi reconhecido por testemunhas no caso do assassinato do sargento Cruz. Provas periciais que podem comprovar sua participação no caso estão sendo finalizadas.

Carlos José foi morto no ano passado (Foto: Reprodução)

 

“Durante a investigação detectamos que o soldado tinha envolvimento com atividades criminosas, entre elas o roubo de veículos”, diz o delegado, em nota. Pelo mesmo crime, ele passou 15 dias preso recentemente.

Quem tiver informações sobre o caso pode informar à polícia pelo Disque Denúncia da SSP (3235-0000) e 190.

Relembre o caso
Policial da reserva remunerada, Carlos José de Jesus Cruz, 50 anos, foi assassinado a tiros na Ladeira da Cruz da Redenção, no cruzamento entre a Rua Campinas de Brotas e a Avenida Dom João VI, no dia 2 de outubro. De acordo com a polícia, o sargento aposentado estava em um bar, quando dois homens ainda não identificados passaram em uma moto atirando.

Carlos fazia segurança em uma loja de frios às segundas-feiras. O crime aconteceu em frente a uma loja de uma rede fast food. Segundo a perita Karla Camacam, o PM estava de costas quando foi atingido por cinco disparos – dois na cabeça e, logo depois, três no tórax. Foram pelo menos sete disparos.

Cunhado da vítima, Fábio Carlaio disse que o crime abalou a vizinhança e os parentes. “Carlos tinha acabado de almoçar quando os criminosos chegaram. Ele era um homem bom e tinha se aposentado para ficar mais com a família. Meu cunhado era apaixonado pela mãe e gostava de ver todo mundo reunido no final de semana”, falou. Para ele, a morte do policial pode ter sido por engano.

Um policial, que não quis se identificar, também acredita na possibilidade de o sargento aposentado ter sido confundido pelos assassinos – segundo testemunhas, três homens, a bordo de duas motos, passaram atirando.

O agente penitenciário Bruno Santos trabalhou por cerca de 10 anos ao lado de Carlos e lembra com carinho do amigo. “Eu nem sabia que ele estava fazendo esse bico, como segurança. Eu tinha o visto pela última vez há dois anos, mas ainda lembro que ele era um ótimo profissional e excelente amigo. Infelizmente, essa fatalidade aconteceu”, declarou.

Outro policial, que não se identificou, também foi prestar as últimas homenagens ao colega. “Foram 28 anos juntos e eu não consigo entender o que aconteceu. Carlos era um gigante inocente. Ele era um homem grande, um guerreiro”, afirmou.

*Correio