Empresário suspeito de chefiar grupo que sonegou R$ 25 milhões na Bahia é preso na Espanha

Um empresário suspeito de comandar grupo que sonegou R$ 25 milhões na Bahia, e que foi desmontado na Operação Pé de Coelho, em agosto deste ano, foi preso na Espanha. A informação foi divulgada pelo Ministério Público (MP-BA).

Segundo informações do MP-BA, o grupo comandado por Hugo Coelho Juncal causou um prejuízo de R$ 25 milhões aos cofres estaduais, após um esquema de sonegação de impostos, no setor atacadista de alimentos.

De acordo com o órgão, o empresário, que era considerado foragido, foi encontrado e preso na última quinta-feira (12), em Madri. Ele tinha um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela 1ª Vara Especializada Criminal de Salvador.

O MP-BA não divulgou informações sobre quando o empresário será trazido para o Brasil.

Caso

Esquema envolvia duas empresas do setor atacadista de alimentos — Foto: Divulgação/SSP-BA

Esquema envolvia duas empresas do setor atacadista de alimentos — Foto: Divulgação/SSP-BA

A operação Pé de Coelho aconteceu no dia 22 de agosto e foi comandada pelo MP-BA, Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e Secretaria da Fazenda (Sefaz). Durante a ação, foram cumpridos um mandado de prisão e nove de busca e apreensão, em Salvador, Itaparica e Lauro de Freitas, na região metropolitana.

Ao menos um dos mandados foi cumprido em apartamento do Terrazzo Ondina, condomínio de luxo do bairro de Ondina, em Salvador. Na época, a SSP, entretanto, não divulgou o nome da pessoa presa.

As investigações que culminaram na Operação Pé de Coelho foram iniciadas a partir da constatação do elevado grau de sonegação fiscal praticado por duas empresas do setor atacadista de alimentos.

Ainda de acordo com a SSP, foi constatado o uso de laranjas na composição dos quadros societários das empresas, e ainda lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos, cometidos com a intenção de burlar o fisco estadual.

Essas ações, segundo apontaram as investigações, contribuíram para desestabilizar o mercado, mediante prática de concorrência desleal, e permitiram aos envolvidos acumular patrimônio de forma irregular. Tais condutas podem ser enquadradas como crimes contra a ordem tributária.

*G1