Freixo diz não acreditar em envolvimento de Bolsonaro no caso Marielle

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) avaliou como importantes as prisões dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. No entanto, ele disse que o caso ainda está longe de ser elucidado. Em entrevista à Rádio Metrópole, durante o Jornal da Bahia No Ar de hoje (13), Freixo apontou as prisões como o “primeiro passo” para uma solução do crime.

“A gente precisa saber quem mandou matar Marielle e não apenas quem apertou o gatilho. A gente precisou da Polícia Federal no Rio de Janeiro para investigar a investigação. Não interessa se ela é de direita e esquerda, não importa. Foi um crime político. É uma ameaça para o Brasil inteiro. Chegar a quem apertou o gatilho é importante, mas não resolve”, afirmou.

Questionado sobre possíveis indícios de envolvimento de pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), que morava no mesmo condomínio do acusado de executar Marielle, Freixo foi enfático ao dizer que não crê na relação. No entanto, ele ressaltou que filhos e o próprio Bolsonaro defendiam milícias.

“Ontem me perguntaram e todos sabem minha posição contra Bolsonaro. Mas eu não acho que ele tem envolvimento. Não são indícios de que ele tenha relação com esse crime. Fiz a CPI das Milícias e muitos políticos foram presos. Mas não foram atrás da estrutura das milícias. Elas interessam a muita gente. O Bolsonaro defendeu a legalização das milícias. Seu clã sempre defendeu as organizações criminosas. Seu filho homenageou o chefe de uma milícia que estava preso, na cadeia, e ainda ganhou medalha”, pontuou Freixo.

O parlamentar do PSOL fez questão de ressaltar a importância de dar uma resposta à sociedade e por um ponto final na criminalidade do Rio de Janeiro. “O caso da Marielle desnuda a vergonha da segurança pública do Rio de Janeiro. Nunca na história do Rio se apreendeu tanto fuzil, nem em nenhuma favela do Rio de Janeiro. É a maior apreensão da história. Nunca se investigou isso. O crime no Rio é um grande negócio. Não só por quem está matando, mas também por quem manda matar. Se ganhou dinheiro apertando o gatilho”, acrescentou.

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