SAMU informa que 90% dos acidentes de trânsito em Santo Antônio de Jesus e região envolvem motocicletas

O número de acidentes envolvendo motocicletas tem liderado plantão nos hospitais. Só no perímetro urbano de Santo Antônio de Jesus, 90% dos acidentes de trânsito são com motocicletas. Os dados foram divulgados pela enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do SAMU, Jecilma Andrade em entrevista ao radialista Léo Valente. A entrevista também contou com a participação do secretário de trânsito, Clóvis Ezequiel e do professor especialista em trânsito, Serginho. Com base nesse alto índice de acidentes no trânsito, a Secretaria de Trânsito e Transporte Urbano (SMTT) está realizando nesta quinta-feira (28), um Acidente Simulado na Praça Padre Mateus, com objetivo de chamara atenção para vários aspectos do trânsito e os cuidados no atendimento às possíveis vítimas. “Não é uma atividade de exibicionismo de ninguém, e sim uma forma de orientação. Ano passado fizemos uma ação específica com motociclista, mas concordo que precisamos intensificar”, disse o secretário Clóvis. De acordo com o professor Serginho, há três anos, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) divulgou dados de que 75% dos leitos eram ocupados por acidente de moto, “É um número extremamente alto, isso em decorrência da imprudência do condutor. Diante disso é importante que a população tenha em mente que o acidentado de moto que chega a ser socorrido pelo SAMU em estado grave passa na frente daqueles que estavam esperando atendimento no hospital, a quantidade de acidentes impacta diretamente na rotina de atendimento no hospital, além dos gastos públicos com esses acidentes”, frisou. Segundo ele, o número de mortes no trânsito é em torno de 45 mil no ano, podendo chegar até seis vezes mais do que o número oficial. Já o número de sequelados pode chegar a ser dez vezes maior. A enfermeira do SAMU orienta que em casos de acidentes e for ligar para o SAMU é necessário informar o endereço completo com ponto de referência. Ela pede também para que os motoristas concedam passagem para a ambulância do SAMU quando estiver com a sirene ligada, “O pedestre quer atravessar na hora que o SAMU está passando com a sirene ligada, por isso que às vezes demora para chegar ao local”, pontuou.