Caso Damiana: Perito diz que havia manchas de sangue em colchão e advogado afirma que acusado abriu o bar após o crime

O Blog do Valente esteve no Departamento de Polícia Técnica – DPT de Santo Antônio de Jesus na noite desta segunda-feira, 09, após confirmação do crime violento contra a comerciante Maria Damiana dos Santos de 55 anos que foi encontrada morta e enterrada no fundo do Bar Cantinho dos Amigos na Rua da Linha, onde era proprietária. Em entrevista, o perito Dr. Lino Oliveira explicou como foi o trabalho da polícia técnica no local do crime.

“Quando entramos no estabelecimento comercial tinha um colchão com manchas de sangue, mas sem vestígios na casa. Fomos vasculhar as outras dependências e no fundo achamos um lugar arrumado com grades de cerveja e constatamos que parte do piso no terreno estava fofo e ao retirar as grades, ele fez uma espécie de caixote raso, colocou ela em volta de um tapete e jogou terra em cima para camuflar o local. Encontramos um martelete e há uma probabilidade dele ter agredido ela, mas a conclusão só depois do exame de necropsia amanhã”, detalhou Dr. Lino.

O acusado do crime esteve no local para desenterrar o corpo da vítima, confessou o crime e foi conduzido a delegacia sob gritos da população que pedia justiça e o chamava de assassino. Dr. Lino conta que todo o trabalho da perícia é feito de maneira detalhista para que nada no cenário passe despercebido e a colaboração da população é de fundamental importância para que nada seja alterado no ambiente. “A população precisa entender que o local deve ser preservado o máximo que puder para que a gente possa coletar a maior quantidade de evidências possível”, explicou.

De acordo com o advogado da família, Joanito Barbosa, o acusado segue prestando depoimento na delegacia local e pode ser expedido um mandado de flagrante contra ele que afirma que foi motivado por uma discussão. “Ele disse que houve uma discussão entre o casal, mas a família contesta e afirma que Damiana havia ganhado uma aposta no jogo do Bicho em torno de R$10 mil e isso poderia ter sido o motivo do desentendimento e do crime, onde a vítima foi abatida a golpes de marreta, o corpo foi arrastado até a cozinha ficando lá de 2 a 3 dias e depois foi sepultado em volto de tapetes e a investigação da polícia chegou a conclusão de que mesmo com o corpo dentro de casa ele abriu o estabelecimento”, contou o advogado.

Assista entrevista completa:

 




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