SAJ: “Não é cartel, os postos fazem consulta de preços”, diz vice-presidente do Sindicombustível sobre preço da gasolina

 

 

Na última segunda-feira (11), o vice-presidente regional do Sindicombustíveis, Rodrigo Machado, participou do programa Andaiá Urgente, onde falou sobre a polêmica envolvendo os preços dos combustíveis em Santo Antônio de Jesus.

De acordo com o vice-presidente, há diversos fatores que influenciam na formação de preços de combustíveis, como o custo operacional de cada posto e os serviços oferecidos, pois os “postos que oferecem mais serviços vão ter um preço diferenciado de um posto menor que só tem as bombas de abastecimento.”

Outro fator que interfere nos preços está relacionado às redes de postos, que disputam o mercado de forma acirrada e conseguem formar um preço menor do que o revendedor que tenha um ou dois postos. “Da BR-324 até o Entroncamento de Mutuípe têm 21 postos, 6 pertencem a uma rede, 11 pertencentes a revendedores individuais que tem um até dois postos. Os preços têm avaliações”, disse.

O vice-presidente explicou que as variações nos preços também se devem ao fato de terem postos que comercializam os combustíveis com margens predatórias, ou seja, próximo ou abaixo da linha de compra. Segundo ele, se os revendedores trabalhassem dentro da margem de custo, aconteceriam variações menores porque os preços nas distribuidoras são equivalentes.

Quanto ao papel das distribuidoras nessas variações, ele disse que o único amparo que recebem é quando há um concorrente que estabelece margens predatórias e que quando pleiteiam descontos, conseguem reduções de 00,01 ou 00,02 centavos. “Quem mais precisa preço de combustível são os donos de postos. Quando as pessoas dizem equivocadamente que faz cartel, não é isso, os postos fazem consulta de preço. É um mercado extremamente disputado”, disse.

Sobre as reduções de preços noticiadas nas mídias, ele diz que a gasolina e o diesel têm variações diárias, de acordo com a cotação do dólar, e a variação da refinaria nem sempre chega ao revendedor, que muitas vezes não faz a redução para compensar perdas de variações anteriores.

Segundo Rodrigo Machado, o sindicato é formado para defender a categoria de modo geral e que por isso “não interfere na formação de preços. Ele informou ainda, que não há nada formalizado no que se refere a uma redução no preço dos combustíveis.

Blog do Valente