No Brasil, 13 milhões de pessoas convivem com o diabetes

No Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a diabete, o que representa 6,9% da população. Neste sábado (7), é comemorado o Dia Mundial da Saúde, data instituída com o objetivo de ressaltar a importância da prevenção e os cuidados com a saúde para uma melhor qualidade de vida.

A diabete afeta a forma como o organismo metaboliza a glicose, açúcar e amido, principal fonte energia do corpo, mas também dificulta o metabolismo de gorduras e proteínas. Como qualquer doença crônica, ela necessita de tratamento e acompanhamento clínico e nutricional. A chave do tratamento é o planejamento alimentar com objetivo de controlar o peso, os níveis de glicose e colesterol sanguíneos.

Ela causa cegueira, falência renal, problemas cardíacos, derrames e amputações. E segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a prevalência da doença entre adultos acima de 18 anos dobrou entre 1980 e 2014 – alcançando 422 milhões de pessoas. O diagnóstico é demorado, o que favorece o aparecimento de mais complicações. Mas sabia que você pode aprender a conviver bem com a doença e transformá-la em mais um motivo para cuidar da saúde?

Os portadores de Diabetes podem manter uma rotina alimentar normal, desde que a base de alimentação seja com alimentos naturais. “Eles podem comer produtos de diversos grupos alimentares, como carnes, leguminosas – feijões, ervilhas e grão de bico – frutas e verduras. Alimentos industrializados devem ser evitados, principalmente os ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes”, explica Flávia Ramos nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade São Salvador.

Neste contexto, o nutricionista participa do tratamento e propõe estratégias de orientação nutricional e plano alimentar individualizado para controle das complicações clínicas e nutricionais. Ele promove também uma melhor aceitação e adesão à dieta. A alimentação deve ser balanceada e fracionada, contendo alimentos com características bioquímicas que auxiliem no metabolismo da glicose, sem restrições abusivas.

A nutricionista também alertou para a necessidade de procurar um especialista. “A reeducação alimentar é processual e cada pessoa tem um nível diferente da doença. Por isso, é tão importante o acompanhamento de um especialista para conduzir esse processo. O nutricionista poderá definir metas como manutenção ou obtenção do peso saudável, além de realizar avaliações contínuas nas mudanças de estilo de vida da pessoa”, explica.

Diabetes no Brasil

O avanço do diabetes no Brasil pode fazer com que os custos diretos e indiretos com a doença dobrem até 2030. É o que aponta uma pesquisa da universidade britânica King’s College, em parceria com a Universidade de Gottingen (Alemanha).

O estudo levantou dados de 180 países e levou em conta tanto despesas com tratamento médico, quanto os impactos na atividade econômica decorrentes da perda de produtividade de trabalhadores. Segundo o levantamento, os gastos do Brasil foram de US$ 57,7 bilhões de dólares, podendo subir para US$497 bilhões até 2030.

Porque o nutricionista é tão importante?

Um das hipóteses para o avanço da doença é o sobrepeso da população. Dados do Ministério da Saúde, de 2016, informam que 20% dos brasileiros sofrem de obesidade. E isso está associado ao consumo excessivo de comidas pouco saudáveis, como fast-food e alimentos industrializados.

Para manter sempre em dia e uma dieta saudável, o nutricionista tem um papel fundamental. Como o profissional estuda os alimentos e entende suas características e funcionalidades orgânicas, ele auxilia na composição das receitas e no seu consumo.

 

*A Tarde