Artigos

1.  

     Cinco laudas: mate-as ou as leia

Cinco laudas. Não matarás. Não matarás cinco laudas. Não, cinco laudas matarás. Veja! Isto É o que quero dizer: por que lutar pela sobrevivência das cinco laudas? Sim, por quê? O que representarão as cinco laudas quando deixarem de ser essa parte dessa uma lauda para serem cinco, cinco laudas? Um palpite: elas serão cinco laudas. Pois bem, as cinco laudas poderiam ter qualquer personalidade! Sim, personalidade! Se posso matar as cinco laudas é porque elas têm vida. Mas, caso eu não possa matá-las… Não, as laudas não têm personalidade, elas têm formas. Sim, as laudas podem assumir quaisquer formas. Mas como podem assumir quaisquer formas se estão limitadas a este papel? Não, as laudas não podem assumir quaisquer formas (embora tenham forma). Digamos então que as laudas não podem nada. Sim, elas não podem nada, afinal, quem manda nas laudas é quem as escreve. Mas e quem as lê? As cinco laudas não seriam cinco laudas se não houvesse o leitor. As laudas seriam, sem o leitor, um papel de presente discreto, sem muitas cores (dependendo das cores utilizadas por quem escreve, claro). Ou poderiam ser um tapa-buraco nas portas sem vidro das casas. Poderiam ser também uma proteção para o piso das casas que estão sendo pintadas. Poderiam ser barquinhos de papel, chapéus de soldados, papagaios, enfim. Poderiam ser muitas coisas, mas não seriam cinco laudas. Então, elas continuam não podendo nada, afinal, quem escreve e quem lê determinarão o que será das cinco laudas. Como afirma’ Marcelo Coelho, escrevendo no jornal Folha de São Paulo a respeito de um documentário chamado “Vocação do Poder”, “de perto, ninguém é mal-intencionado; de perto, ninguém é hipócrita ou cara-de-pau” . Considerando-se que de perto ninguém é mal-intencionado, quem escreve e quem lê devem lutar pela sobrevivência das cinco laudas. Entretanto, se ninguém é hipócrita, quem escreve não deve esconder seu desejo de lutar pela morte das cinco laudas. Sim, uma morte súbita, uma parada cardíaca fulminante das cinco laudas, longe de qualquer Pronto Socorro de Laudas, de qualquer UTI de laudas. Mas, se ninguém é cara-de-pau e quem lê apóia a sobrevivência das cinco laudas, quem escreve deve lutar por isso também. Afinal, o que seria de Quem Escreve se não fosse Quem Lê? Quem Escreve não seria mais Quem Escreve, seria Quem Fala, Quem Mostra, Quem Grita, Quem Explica ou até Quem Nada (claro que este nada refere-se ao fazer-nada de quem não faz nada). Portanto, com a licença de Marcelo Coelho, a questão continua, continua muito. Vejamos o que diz Danuza Leão, também da Folha de São Paulo, quando discorre sobre a felicidade: “Só através da memória você aprende, adquire sabedoria, experiência, cultura; sem ela não há história, nem civilização, sem ela os livros não existiriam” . Pois bem, se só através da memória é que se aprende, adquire sabedoria, experiência e cultura, há que se descartar a utilidade das cinco laudas, basta-nos a memória. Parece simples, mas não é. Se Danuza Leão complementa dizendo que sem a memória não existiriam os livros, seria razoável considerarmos que os livros são conseqüência da memória. E de onde se originam os livros? De laudas, muitas delas. Brancas, amareladas, rasuradas, numeradas, desenhadas nas margens, machucadas, sujas de gordura, com pegadas de animais, de qualquer jeito, mas laudas. Ou seja, as laudas estão para a memória como as formigas famintas estão para aquele pequeno inseto morto que não foi tirado do chão. Ninguém as vê nos seus esconderijos secretos. Mas elas existem e isso é fato comprovado pelo simples ato de matar um inseto, pequeno como seja, e esquecê-lo no chão. Elas surgem, rápida e famintamente. Assim são as laudas. Se há memória, logo um “faminto” ou outro inventarão de produzir as laudas. E elas podem ser sobre qualquer coisa: saúde, família, educação, história, bichos, casas, roupas, livros, homens (mulheres também), carros, pedras, átomos, elétrons, neutros e tudo mais que houver dentro da memória. As laudas comem tudo, puxam tudo para fora e expõem os intestinos da memória para quem estiver de passagem por elas. Com tudo isso, a questão persiste: Matar ou não matar as cinco laudas? Há luz no fim do túnel. Bernardo Carvalho, do mesmo jornal (‘para variar’) escreve: “Não é raro, nos grandes romances, o leitor deparar com um universo que ganha existência e se desdobra infinitamente pela leitura, em vez de se esgotar nela” . Está aí uma grande frase! Observou, leitor? Através da leitura de grandes romances seu universo será infinitamente desdobrado. Já imaginou o que isso significa? Cada vez que você ler um grande romance, o fará com diferentes olhares, sua capacidade cognitiva será ampliada, sua memória será ativada, seu universo de significados se expandirá cada vez mais. Isso lhe trará benefícios físicos, já que seu cérebro estará sempre ativo e você correrá menos riscos de ter, por exemplo, o mal de Alzaimer (brasileiramente escrevendo Alzheimer). Trará também benefícios sociais, já que você nunca estará sem assunto nas conversas, devido à gama de informações adquiridas na leitura e releitura que você já fez de todos os grandes romances. Você será uma pessoa popular, conhecida e admirada pela sua erudição. Viu aí, leitor? De que servem as cinco laudas, se você tem todos os grandes romances à sua disposição? E se você, leitor, já leu todos os grandes romances, não esqueça de fazer a releitura dessas obras. Lembre-se do desdobramento infinito do seu universo, proporcionado por essas releituras. Portanto, leitor, pese com precisão a real validade das cinco laudas e decida, por si só, o que fazer com elas. Mataremos ou não mataremos as cinco laudas? Ora, o destino delas está em suas mãos. Tathiany de Pereira Andrade       

 

Independência da Bahia e o 25 de junho

No próximo dia 25 de junho o governo do estado da Bahia será transferido para a cidade histórica de Cachoeira, a qual dista 110 km de Salvador e está situada no Recôncavo baiano. Neste dia o governador Jaques Wagner juntamente com os secretários estaduais vai despachar em Cachoeira que se transformará na sede simbólica da capital baiana por 24 horas. A transferência do governo do estado para esta cidade que tem 171 anos, no dia 25 de junho, é o reconhecimento do papel histórico desempenhado pela então Vila do Rosário do Porto da Cachoeira nas lutas travadas na primeira metade do século XIX na província baiana, que culminaram com a independência da Bahia. Na verdade a transferência do governo do estado para Cachoeira servirá também para marcar o início das celebrações do 2 de Julho, data em que se comemora a independência da Bahia, que como bem sabemos é o evento histórico que marcou a independência do Brasil. A iniciativa de prestar esta valiosa homenagem à história de nosso estado que no tocante ao tema independência foi fundamental para que o Brasil se tornasse uma nação independente de Portugal foi da então deputada estadual e hoje deputada federal Lídice da Mata (PSB), nascida em Cachoeira, a qual por conta da truculência e ignorância do Governo Estadual passado não logrou êxito em seu pleito. No ano passado, ciente da importância de Cachoeira nos acontecimentos que levaram à independência da Bahia e do Brasil o Governador Jaques Wagner encaminhou ao Poder Legislativo um novo projeto inspirado na idéia da deputada cachoeirana que prever a transferência do governo estadual para Cachoeira no dia 25 de junho, o qual por sua vez se transformou na Lei 10.695/07. Em verdade o caráter histórico desta homenagem a Cachoeira e a historia das lutas pela independência da Bahia e do Brasil reside no fato de que foi apenas aqui na Bahia que travaram – se batalhas pela independência, visto que, na capital – Rio de Janeiro, uma espécie de acordo entre portugueses e brasileiros contrários a um conflito que certamente possibilitaria a participação popular garantiu que a independência fosse proclamada como um simples protocolo, sem levar em conta reivindicações/aspirações das camadas mais populares tais como: o fim da escravidão e uma nova repartição das terras brasileiras (Reforma Agrária) que há algum tempo vinham ganhando força e se configurando como vetores programáticos de movimentos emancipacionistas como a Conjuração Baiana ocorrida em 1799 e liderada pelo grande Cipriano José Barata de Almeida – Cipriano Barata. Neste contexto podemos dizer que a partir da Conjuração Baiana também conhecida como Revolta dos Alfaiates, o sentimento de independência ganhou as mentes e corações de parte significativa do povo baiano e como a Revolução do Porto ocorrida em Portugal, em 1820, teve repercussão no Brasil e por conseqüência na Bahia, uma vez, que após derrotarem e expulsarem as tropas napoleônicas, criarem a monarquia constitucionalista e exigirem o retorno da família real refugiada no Brasil, os portugueses de Portugal queriam que o agora Reino Unido a Portugal e Algaves – Brasil, voltasse à condição de colônia, tal como era antes de 1808. Neste momento na Bahia, formam-se três partidos que viriam nortear a luta pela independência, os quais foram: Partidários da Colonização formado exclusivamente de portugueses, Constitucionalistas do Brasil formados por brasileiros e portugueses e Republicanos formados majoritariamente por brasileiros, ou seja, enquanto na capital do nascente país se deu um “consenso” entre portugueses e brasileiros em favor da Independência, na Bahia a luta se anunciava. No inicio de junho de 1822 realizou-se uma consulta popular provocada por uma carta dos deputados baianos na Corte portuguesa, perguntando a opinião das municipalidades sobre qual era a relação da Bahia com a metrópole – Portugal. Neste momento as vilas de Cachoeira e São Francisco foram as primeiras a se manifestarem favoráveis à separação de Portugal e a incorporação da Bahia à regência de Dom Pedro, a partir daí estas vilas foram paulatinamente seguidas por outras tais como as de: Santo Amaro, Maragogipe, Nazaré das Farinhas e Jaguaripe. Diante da reação ameaçadora da tropa portuguesa, os cachoeiranos proclamam uma Junta de Defesa para o governo da cidade, em sessão permanente, recebendo inclusive a adesão de muitos portugueses que não desejavam ver vigorar novamente obrigações como as previstas no Pacto Colonial. Dentre os brasileiros que se destacaram neste processo pode-se mencionar Rodrigo Antônio Falcão Brandão, o qual mais tarde se tornaria o Barão de Belém, e Maria Quitéria de Jesus. Entre outras coisas eles ajudaram a constituir um caixa militar e um grupo de defesa que ordenou ao comandante da escuna ancorada no Rio Paraguaçu que cessasse o ataque, ao que obteve como resposta mais ameaças. Finalmente em junho de 1822, o povo cachoeirano assumiu definitivamente a liderança do movimento que deflagrou a guerra pela independência da Bahia, isto ao reagirem às investidas da tropa portuguesa a bordo da já mencionada escuna lusitana fundeada no Rio Paraguaçu, a qual tentava sitiar a vila com o objetivo de sufocar a mobilização popular contra a dominação colonial. Sendo que no dia 25 deste mesmo mês e ano, os vereadores de Cachoeira reunidos na Câmara redigiram uma ata aclamando D. Pedro de Alcântara, príncipe regente perpétuo do Brasil, assim sendo os cachoeiranos declararam que a partir de então Cachoeira seria território livre do domínio de Portugal. É interessante mencionarmos o motivo que redirecionou o protagonismo da luta pela independência da Bahia de Salvador para o Recôncavo. O que significa dizer que no segundo semestre de 1821 quando ocorreram os primeiros combates entre portugueses e brasileiros, as forças militares de Portugal encontravam-se em significativa vantagem numérica, estratégica e bélica, fato que fez-se imprimir aos brasileiros contundentes derrotas, como por exemplo a ocorrida na batalha do dia 12 de Novembro, de 1821 na Praça da Piedade. Neste momento o desenho das forças conflitantes ficou assim definido: Ao lado dos partidários da recolonização – os grandes comerciantes de Portugal, a Infantaria (12º Batalhão), a Cavalaria e os marinheiros e ao lado dos baianos – a Legião de Caçadores, a Artilharia e uma parte da Infantaria (1º Batalhão). Posterior à batalha da Praça da Piedade se seguiram outras vigorosas derrotas das forças favoráveis à independência, entre elas destacaram-se a nomeação do coronel Inácio Luís Madeira de Melo para o comando das armas da Província em substituição ao brigadeiro Manuel Pedro que era partidário dos anseios nativistas – baianos e inclusive fortalecera as tropas contrárias ao domínio português sobre o Brasil, isto porque ele já previa uma guerra entre seus patrícios e os brasileiros pela Independência Nacional. Houveram a partir de então outras violentas batalhas na capital da província baiana, tais como: A que marcou no dia 19 de fevereiro 1822 a tomada do Forte de São Pedro e do quartel onde se reunia o 1º Batalhão da Infantaria,  bem como as ocorridas nas Mercês e no Campo da Pólvora. Neste mesmo dia, eufóricos pelas vitórias sobre os nativos os soldados lusitanos, alguns embriagados, numa demonstração de terror jamais vista atacam casas e pessoas que julgavam inimigas da coroa portuguesa e invadem o Convento da Lapa, onde encontram a resistência heróico-suicida da então diretora do Convento a abadessa Sóror Joana Angélica de Jesus, mais conhecida como Joana Angélica que é assassinada a golpes de baioneta, fazendo surgir assim a primeira mártir da independência da Bahia e um forte elemento de comoção e aglutinação das forças pró-independência, visto que era muito forte o poder e/ou influencia do catolicismo nas sociedades baiana e brasileira que a partir daquele episódio também contribuiria para aumentar a repulsa aos portugueses e a tudo que os lembrava. Diante da derrota das tropas nativistas e da já referida superioridade dos militares lusos, as tropas baianas recuam para o Recôncavo, agora com a sede administrativa em Cachoeira, onde se reagrupam e iniciam o cerco a Salvador, onde permaneceram e se concentraram os militares e comerciantes portugueses leais às pretensões coloniais de Portugal. No geral várias outras representações municipais se mobilizaram, treinando tropas e erguendo trincheiras, sendo que pelo sertão vieram as importantes adesões dos vaqueiros, enfim a partir do recuo estratégico das tropas baianas posições estratégicas são tomadas em Pirajá, no Cabrito, e nas ilhas como Itaparica, que depois de aderir a Cachoeira é bombardeada por ordem do agora Brigadeiro Madeira de Melo. Com a violenta opressão que se instala na capital o povo foge, engrossando as hostes do Recôncavo. Salvador fica então incomunicável, com suas entradas interditadas pelas forças que defendem a independência, fica sem alimentos e sem munição. Madeira de Melo não tem outra opção, a não ser atacar, só que agora ao contrario das primeiras batalhas suas tropas estavam numérica e estrategicamente em desvantagem. A partir deste reagrupamento das tropas baianas várias batalhas foram travadas nas proximidades da capital e nas ilhas, sendo que as vitórias mudaram de lado, ou seja, os comandados de Madeira de Melo não conseguiram mais vitórias significativas sobre os brasileiros e a 8 de Novembro de 1822, ocorreu em Pirajá uma das mais violentas e decisivas batalhas pela libertação da Bahia e que foi vencida pelos partidários da independência,  após essa  derrota o comandante das tropas lusitanas – Madeira de Melo foi obrigado a recuar e como seu exército não pôde receber novos reforços dada a eficiência do cerco a Salvador, sua derrota foi praticamente selada. As lutas se prolongaram até 2 de julho de 1823, quando ocorre a derrota definitiva de Madeira Melo, neste meio tempo acorrem aos arredores da província algumas ajudas vindas do Rio de Janeiro como por exemplo, a da tropa que chega sob o comando do general francês Pedro Labatut em outubro de 1822 o qual depois foi  substituído pelo coronel José Joaquim de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias). Ao concluir este artigo faz-se radicalmente necessário afirmarmos e/ou reafirmamos concordando entre outros, com o colega e grande historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares, que foram os brasileiros que realmente libertaram a Bahia e especialmente Salvador do julgo lusitano, isto de armas nas mãos. Sendo a principio os brasileiros de: Santo Amaro; Maragogipe; Cachoeira; São Francisco do Conde; Nazaré das Farinhas e Jaguaripe, que formaram um exército extremamente pauperizado, porém exitoso, Posteriormente daqueles juntos com os brasileiros que vieram de: Caetité e de outras partes do sertão e da Chapada Diamantina. Algo que fez se formar um exército composto por pessoas das mais diferentes origens social, econômica e étnica. Zenilton C. de Souza

 

Porque difamar o Dr. Jorge Solla?

Recentemente li uma matéria veiculada em um jornal da Capital do estado, que se referia ao Dr. Jorge Solla como um “Secretário de Estado venal” que, acobertava grupos de médicos que ganhavam de maneira duvidosa até 25.000,00 reais/mês, em verdade não foi a primeira vez que visualizei e/ou ouvir deputados ligados ao governo passado e ex-governistas de modo geral, saudosos das oportunidades ilícitas, que de fato a SESAB oferecia, não só àqueles como também aos seus amigos e parceiros de trambicagens, onde a SESAB era usada como moeda política e meio para obterem lucro fácil com o erário público.Levantamentos criteriosos do governo Wagner mostram de forma inequívoca que nas últimas décadas a SESAB foi usada por dirigentes que se não foram extremamente corruptos chegaram ao máximo da incapacidade administrativa ou da inocência oligóide. A rede hospitalar em todo o Estado, na sua expressiva maioria, está em precário estado, com sua estrutura e elétrica hidráulica, por exemplo, bastante deteriorada e o que pior com os equipamentos médicos, como tomógrafo, RX, monitores de UTI entre outros do gênero, há vários anos sem a mínima manutenção. Sendo que as evidências de licitações superfaturadas são comprovadas em muitas auditorias já realizadas pela atual administração, com desvios em órteses e próteses ortopédicas entre outros insumos, que constituem, por si só, desvios ou mau direcionamento de verbas públicas que resultaram em grandes somas de recursos financeiros públicos, mas estes desvios também estão sendo investigados. Em fim na atual administração, médicos que recebem honorários por trabalho fantasma estão sendo investigados assim como fortunas misteriosas estão sendo esclarecidas, citando um exemplo já publicisado e “pouco repercutido” aqui na terra das Palmeiras temos o caso do Hospital Clériston Andrade, onde uma ex-diretora tentou livrar a pele de um médico-empresário fantasma que não trabalhava, emitindo documentos falsos. É a partir deste contexto devemos compreender a violenta e sórdida campanha dirigida contra o companheiro Jorge Solla que na verdade nada mais é do que uma bem elaborada retaliação por parte de uma falsa cooperativa médica que para tentar desestabilizar o Secretário Estadual de Saúde retirou do mercado médico-hospitalar baiano médicos especialistas, como: anestesistas, intensivistas e cirurgiões, o que resultou em significativo desfalque nos plantões dos principais hospitais da SESAB. Algo que naturalmente forçou o Governo a adotar ações emergenciais para diminuir o caos em que já se encontrava o atendimento de urgência nos grandes centros. Sendo que entre estas ações destacamos: O aumento dos honorários pagos a estes especialistas e a permissão comum apenas em casos emergência para que um só profissional de medicina pudesse dá mais de 3 plantões de 24 hs. A despeito do pouco explicitado neste artigo fica claro que podemos e devemos conceber a campanha difamatória contra o atual Secretário Estadual da Saúde, como sendo um mecanismo de se tentar encobrir ou barrar as investigações que certamente nominarão os verdadeiros picaretas que usaram a Secretaria Estadual da Saúde como moeda política e para enriquecimento ilícito até o inicio do atual governo do estado da Bahia. Zenilton Conceição de Souza.

 

Nem sempre o problema é do tamanho que se pensa. A diferença está na maneira como absorve e transmite

A maioria das pessoas reclama que a vida não passa de um problema. Se não existissem momentos difíceis quase nada nos levaria a refletir e tomar decisões. Assim, seriamos impossibilitados de exercer o pensamento que conduz o cérebro a um equilibro entre o corpo e a alma. Esses instintos memoriais nos mantêm vivos capazes de envolver relacionamentos com a natureza e a humanidade. O ciclo vital se forma por um conjunto de pequenos atos e experiências. Cabe observar nessa ausência a falta de um pedacinho do nosso viver. Aproveitar um instante, um segundo, o nascer e o pôr-do-sol nos livram de privar as emoções. Há de se considerar a beleza da natureza com as cores do arco-íris, o voou das borboletas e o brilho das estrelas para inspirar energia positiva em sintonia espiritual. Precisamos valorizar ocasiões instantâneas como o convite de amigos para diálogos ou passeios. Conhecer pessoas diferentes favorece aprender e ensinar – e conviver com diversos tipos de costumes. As oportunidades servem de passarela para mudanças e mudar faz parte do nosso pacto na terra. Pensamos que nossa vida se diferencia das pessoas que nos cercam. Que ninguém tem problemas ou somos o centro da problemática na imensidão do planeta. Não precisa estudar muito para perceber que idéias negativas corroem os dias da humanidade de forma geral. Alguns fatores contribuem para essa interpretação como o estado fisico-mental, por isso a necessidade de manter-se sempre saudável. Respirar forte, sentir-se igual aos outros, mas jamais se revele pior nem melhor. Olhar para o espelho e ver a refletida escultura esplêndida – com orgulho de vencer, se encorajar e nunca permitir que tenha razões para sofrer. Admitir sim, que sofrer faz parte e a razão vem da essência humana. Continuar a luta vivendo – não sobreviver. Erguer-se diante de qualquer situação. Há quem diga que a única solução para resolver as dificuldades está apenas na religião. Outros buscam o lazer, a vida social no esporte arte e cultura. Jamais devemos punir as pessoas pelo que elas pregam ou acreditam. E também não se iludir através de argumentos alheios.  Às vezes nos exploramos para viver os trovões das pessoas que amamos e esquecemos-nos de nos amar… Não se consegue fazer feliz senão for fruto de felicidade. Bom pensar em questões como ser um eterno palhaço para fazer rir as mais tristonhas carinhas, a começar pela própria face. Importante: “Ainda que eu falasse a língua dos anjos e não tivesse amor, seria como o sino que tine….. “Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustento dos pobres e entregasse o meu corpo para ser queimado e não tivesse amor, nada disso eu aproveitaria…No amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta…“Que permaneça na humanidade sempre Fé, a Esperança e o Amor, estes três, mas o maior destes é o AMOR.” Alessandra Lopes

 

A origem da crise mundial

Por que os grandes emprestadores de hoje são os fundos de pensão, hedge fund, e as empresas de private equity, e não os bancos comerciais, com seus mais de 500 anos de tradição nessa área? A origem da crise atual remonta a 1933 e 1935, quando o governo americano instituiu uma série de regulamentos visando a impedir que os bancos emprestassem além de sua capacidade financeira. Esses regulamentos foram sendo modificados ao longo dos anos, e sua última versão são os acordos de Basiléia I e II. Neles encontramos a regra básica comum a todos: “Os bancos poderão emprestar no máximo doze vezes seu capital e reservas, corroídos pela inflação do ano, ano após ano”. Deve ser a regra mais estapafúrdia e incoerente da história econômica do mundo, porque enfraquece a capacidade de emprestar dos bancos ano após ano, justamente o contrário do que queriam fazer. Imagine o estrago que acarretaram ao setor bancário vinte anos de inflação multiplicados pela alavancagem de doze vezes o patrimônio líquido. Devido à inflação média somente deste ano, os bancos do mundo deixarão de emprestar 2 trilhões de dólares em 2008, só para poder se enquadrar nos ditames de Basiléia I e II. Um tiro no pé dos bancos e na economia do planeta. Os bancos comerciais, para sobreviver, mergulharam de cabeça em outras atividades, como serviços, derivativos, securitização de recebíveis. No ano passado, somente os bancos americanos realizaram a loucura de 157 trilhões de dólares em derivativos, contra 500 bilhões em 1988. Hoje, os empréstimos não passam dos 6 trilhões; o negócio dos bancos comerciais agora é outro. No Brasil, sentimos o efeito dessa regra bancária insana em 1982 e 1983, quando a inflação americana atingiu 20%, obrigando os bancos a recolher 20% de seus empréstimos, por simples regulamentação governamental, criando a famosa crise da dívida externa, que nos causou uma década e tanto perdida. Acusaram-nos na época de ser um país superendividado, de ter tomado empréstimos demais, quando na realidade eram eles que estavam sendo forçados a dar empréstimos de menos. Os bancos também foram acusados injustamente de ter emprestado sem rigor, o que resultou nesses acordos ainda mais rígidos de Basiléia I e II, que mantiveram o absurdo original de usar como cálculo um capital corroído anualmente pela inflação. Um enorme retrocesso. Compare isso com a regra utilizada pelo Banco Central brasileiro até 1995: “Os bancos poderão emprestar até doze vezes seu capital, corrigido anualmente pela inflação”. Se em vez de pedirem moratória, implorarem por mais prazo, nossos negociadores tivessem exigido a troca do “corroído pela inflação” por um “corrigido pela inflação”, os bancos americanos teriam tido o necessário espaço para respirar e teríamos resolvido a não-crise numa boa. Tínhamos até a obrigação de alertar o mundo, pois só os economistas brasileiros enxergam essas frases em itálico, calejados que fomos pela inflação. Mas, em 1995, nosso Banco Central introduziu, inexplicavelmente, a regra “corroído pela inflação”, enfraquecendo nosso sistema bancário, forçando-o a ganhar dinheiro com serviços, e não com empréstimos, comprometendo o crescimento do Brasil – mais um erro do governo FHC. Há males que vêm para o bem. Por termos enfraquecido o setor bancário mundial, hoje existem novos personagens dando crédito, crédito mais bem distribuído, menos conservador, mais agressivo. Agora, em vez de o risco ser concentrado nos 100 maiores bancos do mundo, como em 1983, o risco está pulverizado entre 45.000 fundos e no mínimo 200 milhões de investidores de classe média para cima. Muitos desses fundos estão de fato com problemas. Investidores que escolheram erradamente fundos muito alavancados e concentrados amargarão prejuízos, mas não teremos o risco de quebra em massa nem o contágio de bancos em liquidação, como antigamente. Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School

 

Depressão: A doença do século

Primeiramente é interessante ressaltar que o que dá identidade ao sujeito é o desejo. E o sujeito que é acometido pela depressão, não deseja, portanto, temporariamente ele perde a identidade.A depressão é uma doença com efeitos físicos, emocionais e mentais, causados por um desequilíbrio, alterações químicas nos neuro-transmissores (que são mensageiros químicos que ajudam a controlar as emoções) e que sem o tratamento específico pode levar a óbito. Para melhor exemplificar, o que é a depressão severa, imagine-se várias noites sem dormir, somados a uma perda de um ente querido, juntamente com a sensação de que esse torpor nunca mais vai acabar…Atualmente, se tornou uma patologia bem conhecida, não é só uma tristeza é algo que isola o sujeito, que o impede de contatos sociais. Contudo, é bom saber que o tratamento eficaz da depressão nunca esteve tão próximo e acessível. Nos últimos dez anos o diagnóstico e o ataque médico à doença avançaram mais rapidamente do que em toda a história anterior da medicina. Oito em cada dez doentes diagnosticados podem-se livrar das garras da tristeza clínica com a ajuda de remédios e terapias. “A depressão deixou de ser uma patologia cercado de preconceitos, para ser uma doença controlável”. Os sintomas mais freqüentes são: melancolia, desânimo; dificuldade de se concentrar e raciocinar, desinteresse pela vida, sentimento de culpa; sensação de inutilidade, ganho ou perca de peso, insônia ou excesso de sonolência, baixa auto-estima, ter pensamentos recorrentes de morte, planos de suicídio, etc. Se faz necessário enfatizar, que muitas pessoas que são acometidas pela depressão, por falta de conhecimento, chegam a conviver muito tempo com os sintomas da patologia, e a pessoa chega a pensar que sua personalidade mudou, que não é a mesma de antigamente. Engano, a tristeza, desânimo, melancolia, etc, são sintomas da depressão e não do indivíduo. Portanto, após o tratamento adequado, a pessoa recupera os seus traços e comportamentos, voltando a possuir os mesmos sentimentos e emoções.A depressão não é uma doença que acomete um número pequeno de pessoas, pelo contrário, só no Brasil ela chega a atingir cerca de 10 milhões de pessoas, aproximadamente 10 a 15% da população. Porém, as mulheres são as mais atingidas, por algumas razões, dentre elas podemos citar a oscilação hormonal que enfrentam mensalmente, menor número de serotonina no cérebro (uma das substâncias responsáveis pelo bom humor), pré-natal e pós parto, etc.Outro aspecto importante, é a hereditariedade, ou seja, filho de pai e mãe depressivo, tem 04 a 05 vezes mais chance de ter a doença.Assim, diante dos primeiros sintomas da depressão é de suma importância buscar o tratamento medicamentoso e psicoterapeutico. Exercícios físicos, alimentação adequada e um bom contato social também podem ajudar e muito na prevenção e eliminação da doença. Cláudia Viviane de O. Araújo-Psicóloga e Psicopedagoga Clínica.

 

Com a voz, o corpo

Estamos sempre em atividade de comunicação. Desde o instante em que acordamos a mente e o corpo, emitimos as mais variadas intenções, desejos, sensações e conhecimentos que naturalmente insistimos em compartilhar.Vestidos por um corpo móvel e capaz de aprender a processar mensagens trocamos olhares, expressões, idéias e conscientemente escolhemos uma imagem para anunciar nossa presença no meio social. Assim, damos voz ao corpo e construímos discursos pelo movimento que fazemos com ele.Antes mesmo de representar a fala em gestos pensados e intencionalmente medidos, somos capazes de ler, nas formas dos corpos, comunicações variadas. A exemplo disso, é possível afirmar categoricamente que a beleza feminina da atualidade pode ser ilustrada pela freqüência assídua das mulheres nas academias, bem como dos homens “malhados” nas salas de musculação. Ainda, que os gordinhos adoram comer, mas que provavelmente vivem ‘brigando com a balança’ em busca de alcançar o padrão de beleza na era do “culto ao corpo”. E, o que interpretar quando, ao adentrar uma loja de roupas da moda, a adolescente bem vestida e reconhecida como oriunda da classe média alta, é prontamente atendida pelo vendedor, mesmo que ele a considere antipática e arrogante? Não há como negar, o corpo tem voz e comunica – se muito bem, mesmo quando a fala insiste em contradizer o que pelos sentidos, o outro já compreendeu e revelou.Ao movimentar o corpo o falante não só produz e recebe mensagens, mas espelha sua identidade cultural, retrata uma aprendizagem, um conhecimento do mundo, o lugar social que representa, bem como suas redes de relações. Isto significa dizer que como na comunicação oral, enquanto move-se o corpo, pretende-se atuar sobre o outro, convencendo-o, sensibilizando-o, modificando comportamentos, idéias, produzindo ações e reações desejadas.A comunicação do corpo é materializada pelo uso constante dos gestos. E estes são variados e combinados de modo a alcançar o entendimento do outro, que certamente, está subordinado às convenções sociais, como acontece com os signos. No caso dos gestos, o estudo dos cinemas, classe de movimentos que constituem unidades distintivas de um dado conjunto de gestos, (RECTOR e TRINTA – p. 52) eles são descritos pela cinésica, pois desempenham papel significativo na comunicação, equivalem às unidades do léxico de uma língua. Afinal quem gesticula, intensifica o contato, centrando a atenção do outro para si. Neste sentido, aprender a ver o outro, ler os sinais de sua conduta, refletir sobre o não dito, mas revelado, são pistas que podemos percorrer quando recebemos e produzimos discursos diariamente. Aliás, muitas vezes, faltam palavras para situações em que só o corpo sabe e pode falar. Quantas e quais são as frases articuladas num espaço de um beijo ou num momento de surpresa e susto súbito? Que termo pode comunicar a emoção de uma mãe ver um filho nascer? Como descreve a dor física ou emocional? Essa ampla percepção do mundo e do outro ao nosso redor, se dá através do esforço natural que o homem faz para compreender e construir sua relação com o espaço social. E tudo isso se torna possível quando aprendemos a usar os sentidos.O sistema de recepção do homem é parte integrante da comunicação do corpo e está socialmente interligado à cultura, pois representa a compreensão de um determinado movimento num dado espaço de tempo, numa comunidade particular. Este aspecto significativo da variedade sociocinésica particulariza e identifica os grupos de pessoas em função do meio social a que pertencem. Tal comportamento encerra significados reconhecidos e válidos. Segundo Rector e Trinta (1999), a cinésica pretende acrescentar, a uma certa concepção propriamente naturalista do signo gestual, a idéia de que há códigos gestuais instituídos, cujas unidades componentes são elementos significativos, de natureza convencional e variável de cultura para cultura. A cinésica ensina que um olhar só adquire significado, enquanto unidade de comunicação, quando referido a um contexto.Paul Ekman e Wallace Frinsen (1969) agrupam os movimentos corporais conforme o uso, origem e categoria. Por uso, entende-se as circunstâncias ambientais, por origem a forma pela qual o comportamento passou a fazer parte do repertório do indivíduo, por categoria a hierarquia dos comportamentos gestuais. Como exemplo podem-se citar os emblemas, gestos denominados ilustradores, os reguladores, as manifestações afetivas e os adaptadores. Enfim, o que nos parece claro é que somos envolventes e conquistadores em nossos atos de comunicação. Reiteramos por meio dos gestos, palavras, frases, discurso longos e constantes que realizamos dia-a-dia. Nosso corpo é instrumento expressivo de grande valia para as variadas práticas significantes.Finalmente vale acrescentar que se tratando da cultura do falante no Brasil, Rector e Trinta (1969) afirmam: somos calorosos, falamos de perto, rimos, temos uma gama variada de movimentos oculares e, curiosamente em alto volume. A modalidade gestual do jogo de capoeira parece repontar na ginga do malandro… a malícia da expressão corporal dos brasileiros se mostra na prática do futebol. E por falar em futebol, em ano de Copa do Mundo, o mercado Brasileiro já está todo vestido de voz verde e amarela.Vai gritar a nossa garganta, vamos acenar as nossas bandeiras, movimentar o corpo para representar uma torcida seis estrelas de um povo que fala como quem encena e aponta na direção do goool. Cinthia B. S. Souza