Seguranças da equipe que protege a família do presidente gastaram nos últimos três anos R$ 149,2 mil com cartões de credito coorporativo

De acordo com informações da “Folha de S. Paulo”, pelo menos dois seguranças da equipe que protege a família do presidente Lula em São Bernardo do Campo (ABC paulista) gastaram nos últimos três anos R$ 149,2 mil com cartões de crédito corporativos do governo. Além de despesas com manutenção de veículos e materiais de construção, eles pagaram contas de churrascaria, magazines, lavanderia e até construíram e equiparam academia de ginástica privativa. Os cartões usados no ABC, vinculados à Secretaria Administrativa do Palácio do Planalto, estão nas mãos de “Luiz G.B. Aragão” e, até 2006, de “José Benedito Cost”. Há um terceiro cartão que foi utilizado por dois meses em 2007 (janeiro e fevereiro) nos mesmos estabelecimentos em São Bernardo e que registra despesa total de R$ 5.078,26, em nome de “Eduardo S Barroso”. O cartão também era usado para saques em caixa eletrônico. Que farra hein. O presidente Lula parece não ter aprendido a lição. Evidente que ele vai dizer que não sabia e muita gente vai acreditar. Vale ressaltar que em governos anteriores nem se sabia da existência destes cartões, quanto menos o quanto se gastava. O presidente se orgulha da transparência de seu governo. Mas do que adianta tanta transparência em meio a tanta sujeira. Isso mostra que o presidente não tem vergonha do seus erros e cumplicidades. Quando alguém se orgulha de transparência é porque sua vida, é tudo limpo, não há o que esconder. A idéia que se passa é que ou o presidente não sabe de nada que acontece em baixo do seu nariz ou sabe e acha normal. Mas tudo bem, o segurança será demito, deverá responder a um processo administrativo e não devolverá o que gastou ao erário público. Será que esse gasto foi mesmo do vigilante ou de seus patrões. Não basta ser transparente, afinal o povo brasileiro não quer ver tanta sujeira, não porque não queira saber a verdade e sim porque gostaria que essas coisas não existissem.