Apuração antes do julgamento é ítem fundamental nas denúncias do Sindserv

Uma série de denúncias foram veiculadas na mídia da cidada dando conta de um suposto desvio de recursos do Sindicato dos Servidores Públicos de Santo Antônio de Jesus por parte da antiga diretoria do órgão. Muito se falou a respeito, em todas as emissoras de rádio  principalmente com relação à quantidade de documentos que foram expostos neste caso.  Sou da opinião de que não se pode condenar ninguém antes de se fazer uma apuração detalhada do que está sendo exposto. Volume de papel por si só não tem capacidade de depôr decisivamente contra uma pessoa.  É preciso cautela antes de acusar, principalmente num período eleitoral como este em que estamos vivendo, onde os jogos políticos podem estar ocultos nas sombras, em gestos aparentemente inocentes mas repletos de significados simbólicos.  No caso do Sindiserv, a pessoa que acusa é atual diretora do órgão, a acusada é ex-diretora licenciada para disputar cargo do legislativo municipal.  O que foi demonstrado até agora através da documentação exibida pela acusadora não teve ainda, pelo menos para mim, consistência suficiente para configurar contundemente um desvio criminoso. Existem notas sobre as quais cabem uma apuração mais detalhada, porém prova de que houve realmente a apropriação indébita de contribuição sindical, não ficou plenamente demonstrada.  Neste caso, como em tantos outros, cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.  Palavra de ordem neste momento seria apurar primeiro, acusar depois e não o contrário. Afinal, quando alguém está sob pressão da mídia pode num momento ser um herói e no outro, persona non grata.  Convém antes de tudo a apuração rigorosa dos fatos.