A polêmica sobre a não utilização das bandeiras na campanha política de SAJ

“O posicionamento dos meritíssimos Juiz Eleitoral e representante do Ministério Público ao colocarem frente a frente representantes das Coligações no intuito de chancelarem uma proposta contra a não utilização de bandeiras em caminhadas e concentrações deu-se em razão de uma provocação inicial. Alguém tomou a iniciativa. Ou seja, os magistrados fizeram seu papel de mediadores. Por outro lado, se tal proposição foi tomada sob a justificativa de que, na eleição passada, aconteceram atos de violência, convenhamos, foi um tanto exagerada, mesmo porque, se houveram, foram fatos isolados e sem proporções maiores. Concordamos com nossos amigos Léo Valente, Leão da Urbis 1 e Vanda de que essa medida, além de restritiva, tira da caminhada eleitoral, o brilhantismo, a manifestação de nossa gente. Todos sabemos que, infelizmente, a massificação tem contribuído de forma relevante para a erradicação paulatina de nossas manifestações culturais (falamos daquelas que emergem das camadas populares e que, há gerações vem, à duras penas, sobrevivendo). E a terra do Padre Mateus, é uma das poucas na Bahia que ainda mantém visitas domicilares às vésperas dos pleitos (sabemos que a tendência é que acabem, mesmo porque a cidade cresce, tendendo que os encontros sejam setoriais) e seu povo ainda conserva aquela questão de “olhar nos olhos” de seus futuros representantes, estendendo as mãos, dando seu abraço, enfeitando suas casas”.

ANTONIO SOUZA MASCARENHAS Membro do Conselho Estadual das Cidades Membro da Federação Estadual das Associações Presidente do PSL