Quem são os culpados pela diferença entre pesquisas e resultados eleitorais?

Considero preocupante imaginar a possibilidade de que algum grupo político possa se servir de institutos e pesquisas eleitorais ao seu bel prazer, manipulando números para influenciar o eleitor.  Casos recentes na Bahia infelizmente passaram a apontar nessa direção, quando institutos tidos como sérios, a exemplo do Ibope, vacilam na hora de contabilizar os percentuais e deixam transparecer uma imagem de anti profissionalismo.  Casos ainda mais sérios são trazidos à tona quando a questão envolve institutos pouco conhecidos que surgem apenas em época de campanha eleitoral.  Nesse momento em que ainda se fala muito no resultado da campanha política em Santo Antônio de Jesus penso que já é hora de se perguntar de quem é a culpa por tamanha diferença no que foi apontado pelo instituto que assinou a segunda pesquisa de intenção de voto para prefeito da cidade e o resultado final do pleito. Aos senhores reponsáveis pela falta de compromisso com a exatidão numérica, fica o lembrete : procurem pensar em quantos perderam dinheiro ou bens pessoais em apostas confiando nesses percentuais.  Quando falo em bens pessoais incluo nesse ítem veículos semi novos, terrenos e muito mais, ou seja – a coisa gerou prejuízo alto em Santo Antônio. Tem gente que ainda não sabe como vai fazer para repôr o rombo, pois teve fé na pesquisa, apostou o que tinha e perdeu até o que não tinha.  Quanto à nós, profissionais de imprensa, cabe o questionamento se ainda seria válido divulgar pesquisas assinadas por institutos de pouca ou nenhuma credibilidade.  Afinal, se até pesquisa do Ibope hoje soa duvidosa, o que dizer de outras que aparecem somente na última hora para tentar virar o jogo eleitoral?