Entrevista de Geddel à imprensa de Santo Antônio de Jesus

A entrevista abaixo transcrita foi concedida aos meios de comunicação de Santo Antônio de Jesus, com destaque para o BLOG DO VALENTE, durante o encontro do PMDB ocorrido no último domingo ( 23 ).  

O Sr. não teme que haja uma polarização de críticas de lado a lado entre PT e PMDB correndo o risco de Paulo Souto ficar solto demais?

Tenho o maior respeito pelo governador mas meu sentimento é o de que a Bahia abra as olhos e veja que um já teve a chance de governar e não correspondeu. Não estaria na hora de dar chance a um que não governou ainda e que, quando tem oportunidade, não tem hora para dormir trabalhando pela Bahia?

E a segurança pública na Bahia ministro?

Caótica.  Totalmente caótica. Para as abordagens inibidoras do crime ela teve execução orçamentária pequeníssima, que avilta e diminui o papel da corporação militar e da polícia civil. Nós precisamos falar sobre isso para projetar no futuro uma nova segurança pública para o estado.

o governador falou que o senhor faria uma gestão coronelista no estado…

Não botem palavras na boca do governador.  Voce está dizendo comentários de aqui ou acolá na imprensa.  Na minha história de vida não há nada que aponte neste caminho. Não tenho medo de decidir. Não confundindo em nenhum momento democracia com democratismo, com reuniões intermináveis que não levam a nada. A Bahia tem pressa e não pode mais esperar. Serei humilde e tolerante ao limite de minhas forças.

O senhor já teve uma reunião com o presidente Lula ?

Nossa posição é de defender o governo do presidente Lula e essa é a posição que o diretório do PMDB na Bahia deverá defender.

O senhor acha que o presidente Sarney deveria se afastar da presidência do senado?

Isso é assunto superado. Acho que as denúncias tem que ser apuradas e quem tiver culpa no cartório que se exploda. Agora quando voce termina politizando o debate sobre as denúncias isso favorece a não apuração.

Como é que vai ser bater numa administração que ele até pouco tempo ajudou a fazer?

Como nós estamos fazendo. Com absoluta coerência. A alternativa que você me coloca com essa pergunta é a seguinte: permanecer no erro ou tentar alterar o rumo da história. Deixamos o erro de lado dizendo que não conseguimos influenciar o governo. Nós entregamos ao governador um documento apontando o que caminhava e o que não caminhava nos espaços que o PMDB conquistou. A resposta do governador foi : não tive tempo de ler. Governo que trata dessa forma nossas reivindicações não merece a nossa solidariedade.

Como o senhor analisa o resultado das pesquisas?

Com alegria. É como comparar um jogador veterano que entra em campo com um que já está batendo bola lá no campo. Você joga na sociedade dois nomes como esses e compara com outro nome que agora está declarando sua intenção de um projeto de governo de pulso, É claro que é natural que o nosso nome ainda não desponte. A luta é difícil mas tenho absoluta convicção que vamos vencer.