População assustada com tremores de terra no Recôncavo baiano

O tremor de terra de magnitude de 2 graus na escala Richter que atingiu a cidade de Mutu?pe (a 254 km de Salvador) na ter?a-feira (16), no Rec?ncavo baiano, deixou os moradores assustados, passando a madrugada acordados. As pessoas temem que o fen?meno volte a ocorrer. Mesmo sem danos materiais, o abalo foi sentido em toda a cidade, chegando a balan?ar m?veis, afastar telhas e derrubar objetos de estantes. ?Filtros de combust?vel ca?ram da prateleira da loja com o tremor, que durou um segundo. Primeiro foi um barulho como um tiro surdo. Todo mundo sentiu na cidade?, relatou o comerciante de uma loja de autope?as, Ivaldo Andrade. Em Jiquiri??, a 11 km de Mutu?pe, o tremor foi sentido por volta das 18 horas do ?ltimo s?bado (13) somente nas localidades de Boqueir?o da Perema e no Tabuleiro da Boa Ventura, na zona rural.

Laborat?rio Sismol?gico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) n?o chegou a registrar a ocorr?ncia dos tremores de terra, que tamb?m aconteceram no munic?pio de Jiquiri??, no s?bado, dia 13, por volta das 18 horas. Segundo Joaquim Mendes Ferreira, coordenador do departamento de Sismologia da UFRN, a magnitude do tremor foi de dois graus na escala Richter, mas sem maiores danos. ?N?o registramos, mas fomos informados por algu?m da Bahia, que nos telefonou informando dos tremores. Pelas informa??es que nos foi passada, estimamos o grau de magnitude, um n?vel baixo que n?o causou danos?, salientou o professor.

De acordo com o professor Joaquim Ferreira, o tremor que atingiu as duas cidades do Rec?ncavo baiano n?o tem nenhuma rela??o com o terremoto que aconteceu no Chile e no Haiti. ?Esse foi genuinamente baiano. Nessa regi?o j? foi registrado no in?cio do s?culo XX v?rios tremores com magnitude entre quatro a sete graus, na Ilha de Itaparica e Valen?a. De vez em quando volta novamente?, ressaltou. O professor adiantou que no meio deste ano ser? implantada uma esta??o sismol?gica permanente no munic?pio de Cruz das Almas. ?A Universidade Federal do Rio Grande do Norte ficar? respons?vel pelos trabalhos. O projeto ? pela Petrobras?, informou. Os tremores de terra que ocorreram nas duas cidades n?o podem ser monitorados pelos t?cnicos do Laborat?rio de Sismologia da UFRN.

Segundo o vice-coordenador do Laborat?rio, professor Aderson Nascimento, chegando novos equipamentos, a esta??o de Cruz das Almas poder? fazer este trabalho. ?N?o h? monitoramento desses sismos no momento. Se houver uma atividade s?smica maior, poderemos colocar uma rede de sensores na Bahia?, justificou.

Cristina Pita