Mulheres do PSDB chamam Bolsonaro de ‘atraso de vida’ em vídeo

Um vídeo divulgado pelo PSDB (veja abaixo) na noite da última quarta-feira (27) chama de “atraso de vida” quem é “machista, racista e homofóbico”. A gravação tem endereço certo e termina com a inscrição “Bolsonaro? Tô fora!”.  No vídeo, uma mulher menciona que não pode confiar em quem defende “esterilizar pobre, salários menores para mulheres e defesa de torturadores”, ideias relacionadas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A peça faz parte da estratégia da campanha do presidenciável Geraldo Alckmin de rivalizar de forma mais aguda com o deputado federal na disputa pelo mesmo eleitorado.

A deputada federal Yeda Crusius (PSDB-RS), presidente do PSDB Mulher e primeira mulher a governar o Rio Grande do Sul (2007-2011), afirma que os adversários políticos são aqueles que se posicionam contra as mulheres. “O pessoal do Bolsonaro parece que reagiu muito contra [ao vídeo]. Mas a gente não escolhe adversário, adversário é quem é contra a ‘pauta mulher’. Conforme o nível das coisas [declarações] é porque realmente a pessoa é contra a mulher, que a mulher tem que ganhar menos, que a mulher isso e a mulher aquilo. Aí, esse é nosso adversário”, disse Yeda a VEJA.

“Estou nem aí para o Bolsonaro. Estou aqui para a pauta mulher. PSDB na frente, Geraldo presidente, ele deu todo o apoio”, disse sobre o presidenciável tucano. Segundo a deputada, o PSDB Mulher irá apresentar, em julho, sua contribuição para o programa de governo para a eleição de outubro. “A sociedade pede uma mudança e essa mudança é para uma sociedade menos violenta. A violência cai pesadamente sobre a mulher. Os partidos têm que assumir essa causa”, defende a deputada.

Yeda acredita que o machismo existe e precisa ser combatido. “A sociedade é machista, sim. Mas a política é mais. Na estrutura dos partidos, a mulher é prejudicada. Por isso que sou fundadora do PSDB Mulher, fundado há vinte anos. Porque a gente sabe que tem que mudar dentro dos partidos. As legendas estão desacreditadas da população. Quando os tribunais decidiram que a regra é para 30% de vagas para as mulheres, eles nos ajudaram a modificar o comportamento interno”, disse à reportagem.

 

*Veja