Movimento 11 de dezembro ainda está na luta…

O programa Andaiá Debate desta sexta-feira (09) discutiu acerca dos reflexos da explosão de 1998 nos dias atuais, para tanto, foram convidadas Maria Balbina dos Santos, que é vice-presidente do Movimento 11 de Dezembro, Maria Conceição Gonzalez, Gerente regional da SUDIC, Manoel Missionário, Coordenador da Creche 11 de dezembro e Ana Maria Santos, presidente do Fórum dos Direitos Humanos da Bahia. Segundo Maria Balbina, as famílias das vítimas do acidente ainda esperam uma posição da justiça, lutando sempre, com força e determinação, contando com o apoio de alguns amigos, mas ainda não conseguiram ter uma definição sobre as indenizações que os responsáveis devem pagar, pois depois de 13 anos de luta, ainda não foi recebida nem uma parte do que estaria previsto. Mas, de acordo com ela, o movimento estará passando por mudanças na diretoria em 2012 e espera-se que estas mudanças auxiliem na agilidade do processo. A representante do movimento afirmou que apenas o Exército tem mantido uma ajuda às crianças que ficaram órfãs, repassando o valor de um salário mínimo para que elas possam ter suas necessidades básicas. Ela comentou que o processo, como todos no Brasil, está andando lentamente, mas o movimento está confiante na justiça, pois “não foi fácil conseguir vencer aquele júri, apenas com apoio de amigos” refletiu Maria Balbina, pontuando a dificuldade financeira do movimento para manter advogado. Maria Balbina fez um depoimento emocionado, expondo que as pessoas do movimento não descansam na luta de buscar  justiça, pois a responsabilidade dos donos da tenda tem que ser cobrada. Ela afirmou que muitos acham que o movimento visa dinheiro, mas o que as famílias querem é somente a punição dos responsáveis, “naquele momento em 1998, nós não queríamos o dinheiro deles, nós queríamos um abraço, um apoio… Nós não precisamos do dinheiro deles, queremos apenas justiça” desabafou emocionada a representante do movimento. Concluindo sua fala, Maria Balbina explicou que neste ano o Movimento não se manifestou muitas vezes por que a justiça deu um prazo de tolerância, mas assim que acabar o prazo, se a situação não for definida, o movimento volta às ruas ainda mais forte; “pois estamos aqui para lutar e para vencer”.