O dono da SAF do Botafogo, John Textor, mal fala português, mas usa a primeira pessoa do plural sempre que cita o Brasil: nosso futebol, nossos jogadores, nosso campeonato, até mesmo nossos árbitros. Essa relação com o país, ele conta nesta entrevista ao quadro Abre Aspas, é o que o motiva nas cruzadas em que se envolve.

Ao longo de 2h10 de entrevista, o empresário americano detalhou sua obsessão com manipulação de resultados, se defendeu do que considera perseguição do STJD e de outros dirigentes, antecipou que vai abrir as ações de sua holding na Bolsa de Valores, anunciou que está prestes a lançar um documentário sobre 2023 e previu um grande problema para o futebol brasileiro:
SAF do Botafogo
Apesar das críticas ao investimento recebido pelo Bahia, John Textor atua de modo semelhante ao Grupo City no futebol. Ele dono da Eagle Football, empresa que além do Botafogo, gerencia clubes como Crystal Palace, na Inglaterra, Lyon, na França, e Molenbeek, na Bélgica.
O americano tem usado a sua rede de clubes para burlar o fair play financeiro na Europa. Em fevereiro, o Botafogo anunciou a compra do atacante Luiz Henrique, por 20 milhões de euros (cerca de R$ 106,6 milhões), em um acordo que prevê a ida do jogador para o Lyon.
Desde que chegou ao Botafogo, John Textor já investiu mais de R$ 350 milhões na contratação de atletas. O clube carioca chegou a liderar boa parte do Brasileirão do ano passado, mas caiu de rendimento na reta final e perdeu o título.




