O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, foi novamente afastado do cargo nesta quinta-feira (15), por decisão do desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Esta é a segunda vez que Ednaldo é destituído da presidência da entidade desde que assumiu o comando.

“Pelo exposto, determino: 1- o afastamento da atual diretoria da CBF; 2- que o Vice-Presidente da CBF, Fernando José Sarney, realize a eleição para os cargos diretivos da CBF, na qualidade de interventor, o mais rápido possível, obedecendo-se os prazos estatutários, ficando a seu cargo, até a posse da diretoria eleita, os poderes inerentes à administração da instituição, dispostos no art.7º do Estatuto da Entidade”, escreveu o magistrado em sua decisão.
Com a decisão, Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da CBF, foi nomeado interventor e ficará à frente da confederação com a missão de convocar novas eleições.
A decisão ocorre em meio a acusações de que a assinatura do ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, teria sido falsificada em um acordo firmado no início de 2024. Um laudo pericial aponta que a assinatura não seria autêntica. Mesmo sem confirmar a falsificação, o desembargador Zéfiro declarou a nulidade do acordo, citando “incapacidade mental e possível falsificação da assinatura de um dos signatários”.
Na semana passada, dois pedidos de afastamento de Ednaldo foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), um deles apresentado pela deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e outro por Fernando Sarney. Ambos basearam-se na suposta fraude documental.
O caso havia retornado ao TJ-RJ por determinação do ministro Gilmar Mendes, que, no dia 7 de maio, rejeitou o afastamento imediato de Ednaldo, mas ordenou “apuração imediata e urgente” dos fatos. A nova decisão judicial acata essa orientação e muda, novamente, o comando da CBF.




