O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elogiou, nesta quarta-feira (9), a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida entrará em vigor a partir de 1º de agosto e foi anunciada após críticas de Trump às políticas do governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A carta do presidente Donald J. Trump ao presidente brasileiro é clara, direta e inequívoca. E reflete aquilo que nós, há muito tempo, temos denunciado: o Brasil está se afastando, de forma deliberada, dos valores e compromissos que compartilha com o mundo livre”, declarou Eduardo em uma carta assinada junto com Paulo Figueiredo, infuenciador de direita e filho do ex-ditador João Figueiredo.
Em declaração nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que a decisão do líder norte-americano demonstra força e coerência. Ele também defendeu que o Congresso Nacional aprove uma anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
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“Apelamos para que as autoridades brasileiras evitem escalar o conflito e adotem uma saída institucional que restaure as liberdades. Cabe ao Congresso liderar esse processo, começando com uma anistia ampla, geral e irrestrita, seguida de uma nova legislação que garanta a liberdade de expressão — especialmente online — e a responsabilização dos agentes públicos que abusaram do poder”.
“O presidente Trump, corretamente, entendeu que Alexandre de Moraes só pode agir com o respaldo de um establishment político, empresarial e institucional que compactua com sua escalada autoritária. O presidente americano entendeu que esse establishment também precisa arcar com o custo desta aventura. Por isso, a partir de 1º de agosto, empresas brasileiras que desejarem acessar o maior mercado consumidor do planeta estarão sujeitas ao que se pode chamar de ‘Tarifa-Moraes’”, disse Eduardo.
Donald Trump, por sua vez, justificou a medida tarifária como resposta às “políticas comerciais injustas” do Brasil e afirmou que, caso o país retalie, os Estados Unidos poderão aumentar ainda mais as tarifas. Mesmo com o Brasil importando mais dos EUA do que exportando desde 2009, o ex-presidente norte-americano afirma que há desequilíbrio na relação comercial entre as duas nações.
A declaração de Eduardo Bolsonaro ocorre em meio a uma escalada de tensão diplomática e comercial entre os dois países, acentuada por críticas mútuas entre Trump e Lula. O governo brasileiro, por sua vez, já sinalizou que deve responder à nova tarifa com base na Lei de Reciprocidade Econômica.
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