Alexandre de Moraes diz que ligação com PCC após vitória judicial contra advogado é Fake News

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a rebater acusações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em vídeo divulgado nesta semana, Moraes destacou que já havia negado qualquer relação com a facção criminosa em 2017, durante a sabatina no Senado que antecedeu sua nomeação para o STF, e classificou a narrativa como parte de uma campanha de desinformação.

A reação ocorre após decisão da Justiça de São Paulo que condenou o advogado Celso Vendramini ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais. Durante um júri realizado em 2023, Vendramini chamou Moraes de “advogado do PCC” em críticas às prisões de bolsonaristas determinadas pelo ministro. A sentença, publicada em março de 2025, reconheceu que a acusação não tem respaldo e atingiu a honra de Moraes.

Verificações independentes realizadas por agências de checagem também já classificaram como falsa a alegação de que Moraes teria atuado em defesa do PCC, não havendo registro de qualquer proximidade ou representação jurídica em favor da facção.

As acusações ganharam força dentro de campanhas de desinformação que vêm sendo disseminadas internacionalmente. O bilionário Elon Musk e aliados como o jornalista Michael Shellenberger têm usado os chamados “Twitter Files Brazil” para atacar Moraes, a quem Musk chegou a chamar de “ditador malvado”. O embate resultou na suspensão da rede social X no Brasil em 30 de agosto de 2024, decisão que permanece em vigor.

Um ano após o bloqueio, muitos brasileiros ainda recorrem a VPNs para acessar a plataforma. No entanto, extensões de privacidade ou a desativação do JavaScript têm provocado erros de carregamento no site. O caso se tornou símbolo de uma disputa sobre soberania digital, de um lado com Moraes defendendo a aplicação da legislação brasileira contra desinformação, e de outro com Musk alegando defesa irrestrita da liberdade de expressão.

Mesmo com decisões judiciais e desmentidos públicos, publicações que associam Moraes ao PCC seguem circulando em 2025, em meio ao embate entre Judiciário, plataformas digitais e grupos políticos que exploram narrativas falsas.