
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um contraponto direto durante o julgamento do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, ao questionar a fala do advogado de defesa, Paulo Renato Garcia Cintra. O episódio ocorreu nesta semana, durante a análise do chamado núcleo crucial da tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.
Cármen Lúcia pediu a palavra após o advogado citar o tema da segurança eleitoral e afirmou que houve confusão proposital entre voto auditável e voto impresso. “Não é opinião. Isso aí é um fato. O processo eleitoral brasileiro é amplamente auditável”, destacou a ministra.
A diferenciação tem peso central no julgamento, já que a descredibilização do sistema eleitoral é apontada pela acusação como uma das estratégias usadas por Bolsonaro e seus apoiadores. Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) justamente por atacar, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas.
O julgamento segue no plenário do STF e deve definir a responsabilidade de Ramagem e outros sete réus em relação à trama golpista.
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