
Escolher o nome de um bebê pode ser uma tarefa desafiadora, e em alguns casos até motivo de arrependimento. Foi o que aconteceu com a empresária Caroline Aristides Nicolichi, 26 anos, de Indaiatuba (SP). Poucos dias após registrar a filha como Ariel, ela e o marido decidiram trocar o nome para Bella, mas encontraram obstáculos no processo.
Segundo Caroline, a filha nasceu em 6 de agosto e foi registrada como Ariel, em referência às princesas da Disney, já que a primogênita do casal se chama Aurora. Porém, nos dias seguintes, a mãe passou a se preocupar com possíveis interpretações equivocadas. “Muitas pessoas confundiam com um nome masculino. Pensamos que ela poderia sofrer bullying na escola no futuro”, afirmou em entrevista à revista Crescer.
Amparada pela Lei Federal nº 14.382/22, que permite a alteração do nome em até 15 dias após o registro, Caroline iniciou o processo em 18 de agosto, quando a filha tinha 12 dias de vida. Ela relata que realizou todos os trâmites no cartório, incluindo o pagamento da taxa, mas foi surpreendida ao tentar retirar a nova certidão. “Estou sem chão. Perguntei várias vezes se estava tudo certo e me garantiram que sim. Depois me informaram que a alteração não foi feita”, disse.
A escolha de Bella, segundo a empresária, também segue a linha de nomes de princesas e foi considerada mais adequada para a filha. O casal, que tem quatro filhos, afirma que apenas buscava garantir à caçula um nome que transmitisse leveza e identificação.
O caso reacendeu discussões sobre os prazos e a aplicação da lei que garante aos pais o direito de alterar o nome do recém-nascido dentro dos primeiros 15 dias de vida.




