Senado deve barrar PEC da Blindagem aprovada pela Câmara: “Impunidade absoluta”, diz Eduardo Braga

Parlamentares de diversos partidos criticaram voto secreto e prometeram rejeitar proposta que limita ações penais contra deputados e senadores.

Depois da aprovação da PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados, o texto deve enfrentar resistência e ficar parado no Senado Federal. Senadores de partidos como Republicanos, MDB, PSD, PSB e PT já manifestaram oposição à proposta antes mesmo do fim da votação na Câmara, nesta quarta-feira (17).

A PEC determina que a abertura de ação penal contra parlamentares só poderá ocorrer com autorização da Câmara ou do Senado e prevê voto secreto para a prisão de deputados e senadores — pontos que provocaram críticas no Senado, especialmente o voto secreto, considerado excessivo e indefensável perante o eleitorado.

Em nota oficial, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que a bancada do partido considera a proposta inconstitucional e promete rejeitá-la:
“Consideramos esta proposta como impunidade absoluta e um imenso retrocesso para a democracia e a transparência pública”, declarou.

Braga acrescentou que o MDB votará contra a PEC tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto, se necessário, no plenário do Senado. A postura dos senadores indica que a tramitação da PEC deve enfrentar forte resistência e dificilmente avançará sem modificações significativas.

A proposta, aprovada com apoio do Centrão e da oposição na Câmara, já provoca intenso debate público sobre imunidade parlamentar e os limites entre proteção do mandato e combate à impunidade.