Alexandre de Moraes reabre inquérito contra Bolsonaro para apurar suposta interferência na Polícia Federal

O ministro do STF acolheu pedido do PGR para apurar se o ex-presidente usou a estrutura do Estado para obter informações privilegiadas e influenciar investigações.

Foto: Luiz Silveira / STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu um pedido do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, na quinta-feira (16) e mandou a Polícia Federal fazer investigações sobre suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação durante seu mandato.

A PF vai apurar se Bolsonaro usou a estrutura do Estado para obter informações privilegiadas e influenciar investigações que envolviam aliados e familiares.

Para Gonet, há elementos que justificam aprofundar a apuração, especialmente diante de diálogos entre Bolsonaro e o então ministro da Justiça, Sérgio Moro. O procurador também sustenta que há indícios de que a troca no comando da PF à época e os pedidos de mudanças nas Superintendências do Rio de Janeiro e de Pernambuco tinham como objetivo permitir o acesso a informações sigilosas.

Segundo a Rádio Agência, uma investigação sobre a possível interferência na PF foi aberta em abril de 2020, mas a então vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, solicitou o arquivamento do inquérito.

Agora, o procurador-geral considera que é necessário retomar as investigações e verificar se ocorreu o uso da estrutura do Estado para a obtenção clandestina de dados sensíveis.