
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que o governo federal recusou três pedidos de apoio feitos pelo estado para reforçar as operações policiais realizadas nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. As ações resultaram em 64 mortes e 81 prisões, sendo consideradas as mais letais da história do estado.
“Tivemos pedidos negados três vezes: para emprestar o blindado, tinha que ter GLO, e o presidente é contra a GLO. Cada dia uma razão para não estar colaborando”, disse Castro, em referência à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — instrumento que permite o uso das Forças Armadas em situações excepcionais de segurança pública.
O governador classificou a operação como um “estado de defesa”, destacando que a gravidade da situação ultrapassa os limites da segurança pública estadual.
“O estado está fazendo a sua parte, sim, mas quando se fala em exceder, exceder inclusive as nossas competências, já era para estar tendo um trabalho de integração muito maior com as Forças Federais, o que nesse momento não está acontecendo”, afirmou.
As declarações de Castro ocorrem um dia após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmar que não recebeu nenhum pedido formal de ajuda do governo fluminense e que a GLO só pode ser decretada se o estado reconhecer oficialmente a incapacidade de suas forças de segurança.




