
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro têm cogitado a convocação de uma greve de caminhoneiros em defesa da soltura do ex-mandatário, preso preventivamente desde sábado (22). As discussões intensificaram-se nas redes sociais após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar, nesta terça-feira (25), o início do cumprimento da pena em regime fechado.
Uma página no Instagram, que se apresenta como base de fãs do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), lançou a ideia de uma paralisação nacional a partir de um ato previsto para domingo (30). O perfil reúne mais de 600 mil seguidores, incluindo aliados políticos como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP), o senador Ciro Nogueira (Progressistas) e o influenciador Pablo Marçal (PRTB).
A estratégia remete a 2022, quando caminhoneiros bolsonaristas bloquearam rodovias em mais de 20 estados após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, a Advocacia-Geral da União (AGU) precisou acionar a Justiça para garantir liminares que desobstruíssem as estradas.
Paralelamente, cresce a pressão entre apoiadores para que o Projeto de Lei da Anistia, que beneficia condenados pelos atos golpistas, seja colocado em votação pelo Congresso.
O STF confirmou que Bolsonaro foi condenado por liderar uma organização criminosa que buscava mantê-lo no poder após a derrota eleitoral de 2022. A pena será cumprida inicialmente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.




