
A técnica de enfermagem investigada pela morte do menino Benício, de 6 anos, apresentou sua versão durante depoimento, afirmando ter seguido rigorosamente os protocolos e as informações médicas disponíveis no momento do atendimento. Com apenas sete meses de formação, ela destacou que não pode realizar procedimentos que não estejam prescritos: “A gente não pode fazer nada que não tenha na prescrição médica. Eu não posso fazer o que não está escrito”, declarou.
O caso é tratado como homicídio doloso qualificado pela crueldade, segundo o delegado Marcelo Martins, do 24° Distrito Integrado de Polícia (DIP). A investigação reúne relatos que indicam possível demora da médica para prestar socorro, o que, segundo testemunhas, teria demonstrado indiferença diante da gravidade da situação.
A defesa da médica nega as acusações e afirma que ela teria prestado atendimento imediato, chegando a solicitar um antídoto para tentar reverter o quadro clínico da criança. No entanto, médicos ouvidos no inquérito esclareceram que não existe medicação capaz de neutralizar uma overdose de adrenalina, sendo possíveis apenas medidas de suporte para estabilização.
Documentos do hospital e depoimentos já analisados apontam que Benício sofreu ao menos seis paradas cardíacas antes de morrer. A médica e a técnica de enfermagem envolvidas foram afastadas das funções enquanto o caso segue em investigação.




