
O deputado federal Félix Mendonça Júnior defendeu a apuração rigorosa da denúncia envolvendo a presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau, Vanuza Barroso. A empresária é acusada de tentar subornar uma funcionária do Instituto Biofábrica da Bahia para que prestasse depoimento contra a entidade em uma investigação sobre uma suposta contaminação proposital em lavouras de cacau.
Em entrevista à Rádio Interativa FM, o parlamentar classificou o caso como grave e afirmou que todas as circunstâncias devem ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
“Isso é um crime muito grave se foi feito isso aí. Tem que ser apurado se houve essa colocação de um vírus, de uma nova bactéria, do que for para trazer uma nova praga. Como nós tivemos a vassoura-de-bruxa no passado e de forma intencional”, declarou.
Félix Mendonça Júnior ressaltou que, caso a suposta contaminação não seja comprovada, também deve ser investigada a possibilidade de denúncia falsa. Segundo ele, uma acusação sem fundamento poderia configurar denunciação caluniosa e até ter motivação eleitoral.
“Se não houve, se há denúncia falsa, aí você incorre em outro crime. Denunciação caluniosa com finalidade eleitoral. Seria um benefício eleitoral que a pessoa estaria tendo”, afirmou.
O caso ganhou repercussão no último dia 27 de maio, após a divulgação de um áudio pelo programa Jornal Interativa News, da Rádio Interativa FM, de Itabuna. Na gravação, atribuída à presidente da ANPC, haveria uma negociação para obtenção de testemunho contra a Biofábrica.
Vanuza Barroso negou as acusações e afirmou que o conteúdo divulgado foi retirado de contexto. Segundo ela, a servidora citada já havia compartilhado informações anteriormente e teria confirmado a presença do vírus no local, mas demonstrava receio de expor publicamente a situação.
O caso segue repercutindo entre representantes do setor cacaueiro e deve ser alvo de novas apurações para esclarecer os fatos e eventuais responsabilidades.




