Crise em Maceió: afundamento do solo alcança 2,06m e força desocupação de 14 mil imóveis

Foto: reprodução

A situação em Maceió, especialmente nos bairros impactados pela extração de sal-gema da Braskem, torna-se cada vez mais crítica. O afundamento do solo, concentrado na região da mina sobre o bairro Mutange, já atingiu uma profundidade de 2,06 metros, conforme dados da Defesa Civil até a manhã desta sexta-feira (8).

Nos últimos 24 horas, o afundamento teve uma movimentação de 5,7 cm, com uma velocidade registrada de 0,23 cm/h. A área permanece em alerta máximo de colapso, e a variação constante entre aumento e desaceleração nos últimos dias impede afirmar que o solo está se estabilizando.

A Defesa Civil de Maceió reforça a recomendação para que a população mantenha distância da área mais afetada. A situação envolve cerca de 14 mil imóveis desocupados em cinco bairros da cidade. Essa crise é decorrente da atividade de extração de sal-gema, essencial para a produção de soda cáustica e PVC, realizada pela Braskem em 35 minas na região, colocando em risco não apenas propriedades, mas também a lagoa Mundaú, que sofreria danos irreparáveis em caso de rompimento total.



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