Alexandre de Moraes manda soltar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Sérgio Lima/Poder360

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu conceder liberdade provisória a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid estava sob custódia desde 22 de março no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília.

O ex-ajudante de ordens firmou um acordo de delação premiada após ser detido no contexto do inquérito que investiga irregularidades em certificados de vacinação contra a covid-19. Além desse caso, Cid também colaborou com as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado que teria sido planejada no alto escalão do governo Bolsonaro.

“Considerando as informações apresentadas em audiência nesta Suprema Corte, assim como os elementos de prova obtidos por meio de busca e apreensão, não há impedimento para a manutenção do acordo de colaboração premiada nestes autos”, afirmou o ministro Alexandre de Moraes em sua decisão.

Além da decisão de conceder a liberdade, Moraes impôs as seguintes medidas cautelares a Mauro Cid: uso de tornozeleira eletrônica; restrição de saída de casa nos finais de semana e durante a noite; afastamento de suas funções no Exército; apresentação em 48 horas à comarca de origem e, posteriormente, de forma semanal às segundas-feiras; proibição de deixar o país e entrega do passaporte em até 5 dias; suspensão do porte de arma e do registro CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador); proibição de uso das redes sociais; e proibição de se comunicar com os demais investigados no caso, com exceção de sua esposa, pai e filha.



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