Caso Sara: Ederlan Mariano atribui culpa a Bispo Zadoque

Foto: Reprodução

O terceiro dia da audiência de instrução do caso da cantora gospel Sara Freitas, assassinada em outubro do ano passado, foi encerrado no início da tarde desta terça-feira (7). Por volta das 13h55, o interrogatório dos quatro acusados de envolvimento na morte de Sara foi concluído.

O próximo passo é aguardar a decisão judicial sobre se os réus irão ou não a júri popular, mas essa definição ainda não tem uma data estipulada.

A sessão de interrogatório teve início por volta das 11h05 e durou cerca de três horas. Em média, cada um dos acusados respondeu perguntas por aproximadamente 42 minutos na Sala do Júri do Fórum Criminal de Dias D’Ávila. Ederlan Mariano, ex-marido de Sara e apontado como mandante intelectual do assassinato, foi o primeiro a ser interrogado.

Segundo relatos do advogado da família de Sara, Ederlan respondeu à maior parte das perguntas durante os 45 minutos de interrogatório, mas optou por permanecer em silêncio quando questionado pela acusação. Ele negou qualquer envolvimento com o assassinato da cantora gospel. O advogado ainda acrescentou que “Ele declarou que não tinha nada a ver e empurrou toda a culpa no Zadoque [Weslen Pablo Correia de Jesus]”, disse o advogado.

O advogado de Ederlan Mariano não refutou a versão apresentada pelo advogado da acusação. Ele afirmou que “A audiência foi bem tranquila. Ederlan apresentou a versão dele e negou a participação nos fatos, que tivesse a ciência ou que tenha contribuído para que o crime acontecesse”.

Quando questionado sobre a mudança na versão de seu cliente, que inicialmente confessou o crime e depois negou seu envolvimento, o advogado defendeu a inocência de Ederlan, afirmando que “Eu desafio qualquer pessoa a demonstrar que Ederlan assumiu [a autoria] em qualquer local, seja no inquérito ou na audiência. O que a defesa falou desde o início está acontecendo, ele nega a participação e não tem nenhum documento comprovando a participação dele”, reiterou.

O segundo réu a ser interrogado foi Weslen Pablo Correia de Jesus, também conhecido como Bispo Zadoque, que permaneceu na Sala do Júri por 28 minutos. De acordo com a acusação, ele permaneceu em silêncio durante todo o tempo e foi apontado pelos outros acusados como o principal mandante do crime. A defesa de Weslen não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta matéria.

Os últimos réus a serem interrogados foram Gideão Duarte e Victor Gabriel Oliveira, respectivamente. Gideão foi interrogado das 11h18 às 11h50, enquanto o interrogatório de Victor durou cerca de uma hora. De acordo com a acusação, ambos adotaram uma estratégia semelhante durante o tempo em que foram questionados, com Victor afirmando não se lembrar de nada, apesar de ter narrado os fatos com precisão na delegacia.

O advogado da acusação expressou otimismo após os depoimentos, afirmando que “o que aconteceu até agora é muito positivo do ponto de vista da acusação. Não temos a menor dúvida de que Ederlan é o mandante desse crime bárbaro contra Sara Freitas. O inquérito está robusto e possui provas suficientes para levá-los a júri popular”.

Após o término da audiência de instrução, os réus deixaram o Fórum sob escolta policial, enquanto foram cercados por um grupo de aproximadamente 10 pessoas que os acompanharam até o veículo, gritando “Assassinos”. Eles partiram de Dias D’Ávila por volta das 14h15 em direção ao Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

O próximo passo no processo será a concessão de um prazo para que as partes apresentem suas alegações finais. Após o recebimento dessas informações, o processo será encaminhado para prolação da sentença. O agendamento da sessão do júri dependerá do resultado da sentença.



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