“O trabalho infantil que ninguém vê” é o tema da campanha de Combate ao Trabalho Infantil em 2024

A campanha alerta sobre a gravidade das atividades econômicas que utilizam da mão de obra de crianças e adolescentes e chama atenção para os consumidores que se beneficiam destes produtos ou serviços

Foto: Flávio Tavares

Com o dia D em 12 de Junho, o dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil enfatiza a necessidade de reconhecer a gravidade do trabalho infantil como uma expressiva violação dos direitos humanos e das crianças e adolescentes. A campanha é uma correalização do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A campanha alerta sobre a gravidade das atividades econômicas que utilizam da mão de obra de crianças e adolescentes e chama atenção para os consumidores que se beneficiam destes produtos ou serviços sem ver a violação de direitos que isso representa.

Dentre os setores que são considerados na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP) estão o trabalho nas ruas, confecções, a venda de bebidas alcóolicas, os serviços domésticos e o trabalho rural.

“Nós sabemos que as Piores Formas de Trabalho Infantil são graves violações de direito de crianças e adolescentes que acontecem diariamente em nosso país. Nesse sentido, a campanha deste ano, busca dar visibilidade às distintas infâncias que, diariamente, têm seus direitos violados por meio do trabalho infantil nas ruas, nas praias, nas embarcações, no ambiente doméstico e no campo, entre as mais de 90 piores formas de trabalho infantil. Trazer à luz essas diferentes faces da problemática que afeta um contingente expressivo de crianças e adolescentes, por meio de uma campanha nacional, é possibilitar que a família, a sociedade e os governos reflitam sobre os porquês da existência dessas e tantas outras piores trabalho infantil e dialoguem, de modo crítico e aprofundado, a respeito de estratégias para os seus respectivos enfrentamentos”, afirma a secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Katerina Volcov.

Segundo o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), as campanhas são realizadas nesta data para motivar uma reflexão da sociedade sobre o trabalho infantil e suas consequências, já que trabalhar nesta fase da vida prejudica o desenvolvimento físico e mental de crianças e adolescentes.

“Precisamos cada vez mais de instituições comprometidas nesse engajamento, mas, especialmente, de pessoas conscientes do quanto o trabalho precoce é degradante e lesivo para uma criança ou adolescente”, disse.

“Infelizmente, ainda temos, como sociedade, um comportamento negligente, mesmo omisso, ao presenciarmos situações de trabalho infantil, como se essas crianças fossem invisíveis aos nossos olhos, perpetuando, assim, a exclusão de direitos e não permitindo o exercício pleno de uma vida dignificada”, completou.



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