Em seu segundo ato na Avenida Paulista em 2024, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) centrou seu discurso nas eleições de 2026 e críticas ao inquérito da suposta trama golpista, no qual figura como réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Para Bolsonaro, o processo judicial é baseado em uma “fumaça de golpe” e teria como real objetivo não apenas prendê-lo, mas “eliminá-lo” politicamente.

O ex-chefe do Executivo afirmou que a prioridade é eleger 50% do Congresso Nacional nas próximas eleições, destacando que a liderança do Parlamento que alcançar essa maioria “vai mandar mais que o Presidente da República”.

“Me deem isso que eu mudo o destino do Brasil. E digo mais, nem preciso ser presidente. O Valdemar [Costa Neto] me mantendo como presidente de honra do Partido Liberal, nós faremos isso por vocês”, afirmou. Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A manifestação reuniu apoiadores e reforçou a estratégia do ex-presidente de manter sua base mobilizada em torno de uma agenda política voltada para o fortalecimento do Legislativo, em meio aos desdobramentos da investigação que apura tentativas de subversão da ordem democrática no fim de seu mandato.




