Raíssa Machado consolida legado no atletismo paralímpico com duas pratas e recorde mundial no dardo

Nascida em Ibipeba, no interior da Bahia, Raíssa Machado transformou uma condição de nascença em força e medalhas. Recordista mundial e duas vezes medalhista de prata nas Paralimpíadas, a atleta é hoje um dos maiores nomes do lançamento de dardo paralímpico. Mas sua trajetória até o topo foi tudo, menos fácil.

Foto: Ana Patrícia Almeida/CPB.

A mudança para Uberaba, em Minas Gerais, marcou o início de um novo ciclo. Foi lá que Raíssa conheceu o esporte paralímpico e iniciou os treinos em modalidades como arremesso de peso e disco, até encontrar seu verdadeiro talento: o dardo. A descoberta veio acompanhada de resistência.

“Eu neguei muito. Comecei como uma pedra, fui lapidada e hoje me tornei a pessoa que sou”, relembra.

Após as Paralimpíadas do Rio em 2016, decidiu se dedicar de forma profissional. Desde então, acumulou títulos, que incluem a prata em Tóquio-2020 e Paris-2024, além do recorde mundial na sua categoria. Mesmo diante das dificuldades — como uma lesão grave às vésperas da competição na França —, Raíssa mostrou resiliência.

“Tomei um remédio, pedi a Deus que me surpreendesse mais uma vez. Não queria voltar sem medalha.”

Com foco em Los Angeles-2028, a atleta segue treinando forte, determinada a transformar a prata em ouro.

“Hoje eu sou atleta, sou uma das melhores do mundo. Graças a Deus, estou representando bem o nosso Brasil.”

Além das medalhas, Raíssa também soma conquistas fora do pódio. É inspiração para milhares nas redes sociais, onde soma quase 160 mil seguidores. Em cada postagem, compartilha sua jornada com quem, como ela, acredita que a superação diária é sua maior vitória.

“Todos os dias a gente faz uma escolha de não desistir. E continuar.”