Tarcísio, Caiado e Zema criticam Lula por tarifaço de Trump; Jerônimo Rodrigues é o único governador que saiu em defesa do presidente

Quatro dos 27 governadores comentam taxação imposta pelos EUA, e maioria aponta falha na política externa do governo federal.

O anúncio de que os Estados Unidos passam a cobrar 50% de tarifa sobre produtos brasileiros mobilizou apenas quatro dos 27 governadores do país. Entre eles, três se posicionaram contra o presidente Lula (PT), criticando a forma como o governo lida com a diplomacia internacional. O único a defender Lula foi o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O levantamento foi feito às 6h20 desta quinta-feira (10) pelo Poder360 com base nas postagens feitas pelos governadores na rede X (antigo Twitter).

Foto: Reprodução / Montagem: Blog do Valente

Entre os críticos de Lula estão os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) — todos cotados como possíveis nomes da oposição para disputar a Presidência em 2026. O único que saiu em defesa de Lula, segundo o Poder 360, foi o petista Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia.

“O Brasil não é quintal de ninguém. O presidente dos EUA, com essa decisão, taxa e castiga o setor produtivo brasileiro, que gera empregos e já tinha contratos fechados. Enquanto Lula trabalha para taxar as grandes fortunas, há quem jogue contra e prefira taxar o Brasil.”, escreveu Jerônimo Rodrigues.

Tarcísio de Freitas escreveu.

“Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema.”

Caiado, por sua vez, fez uma comparação direta entre a atual política do governo federal e a postura de Hugo Chávez na Venezuela.

 “O presidente Lula não está fazendo nada fora do script. Pelo contrário, segue à risca o que Hugo Chávez fez na Venezuela, ao afrontar gratuitamente o governo americano. Lá, ao sofrer represálias como as aplicadas agora ao governo brasileiro, Chávez ressuscitou Bolívar e conclamou o enfrentamento aos americanos em nome da soberania e veja o que aconteceu àquele país. Aqui, o Lula, de caso pensado, declara uma guerra contra o Congresso Nacional, tenta deflagrar uma luta de classes entre ricos e pobres (depois de ter assaltado os aposentados) e sai em ataque ao presidente dos Estados Unidos, país que sempre foi nosso aliado. Com as medidas tomadas pelo governo americano, Lula e sua entourage tentam vender a tese da invasão da soberania do Brasil. Mas Lula não representa o sentimento patriótico do nosso povo, e muito menos tem credenciais para defender a soberania brasileira. Lula já se ajoelhou ao narcotráfico e quer de toda maneira se aliar aos países que são verdadeiras tiranias sustentadas pelo ódio, a corrupção e o terrorismo. O que nos cabe fazer diante da gravidade do momento seria a criação de uma Comissão de Parlamentares, da Câmara e do Senado, com a missão de abrir diálogo com o governo americano. E esclarecer ao povo dos Estados Unidos que não confundam declarações do Lula com o pensamento do povo brasileiro.”

Romeu Zema escreveu:

“As empresas e os trabalhadores brasileiros vão pagar, mais uma vez, a conta do Lula, da Janja e do STF. Ignorar a boa diplomacia, promover perseguições, censura e ainda fazer provocações baratas vai custar caro para Minas e para o Brasil.”