O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (28), que atuará para impedir qualquer avanço nas negociações que um grupo de oito senadores brasileiros vem conduzindo nos Estados Unidos. Segundo ele, não será aceito nenhum acordo com interlocutores norte-americanos que não inclua a liberdade dos condenados por envolvimento em tentativas de golpe de Estado no Brasil.

“Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo. Vindo deste tipo de pessoas, só terá acordo meio termo”, disse o parlamentar em entrevista ao SBT News.
Eduardo voltou a defender a anistia de todos os envolvidos nos ataques antidemocráticos e apontou que uma solução institucional passa pela responsabilização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A comitiva nos EUA é composta por senadores de diferentes espectros políticos, incluindo petistas, bolsonaristas e ex-ministros do governo Bolsonaro, como Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Pontes (PL-SP). Segundo Eduardo, a missão do grupo seria apenas “comercial”, ignorando, segundo ele, os “problemas institucionais” enfrentados no Brasil.
“Eles prolongam o sacrifício dos brasileiros”, afirmou, criticando a tentativa de estabelecer um caminho diplomático sem confrontar diretamente o STF.
Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Baptista Figueiredo, vêm se reunindo com parlamentares norte-americanos com o objetivo de pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e, indiretamente, contra o Brasil. Ambos celebraram recentemente a imposição de tarifas pelos EUA e associaram essas medidas à sua atuação política. Figueiredo chegou a declarar que os danos à população brasileira seriam um “remédio amargo” necessário para punir os poderes Executivo e Judiciário.
Entre os senadores que participam da missão nos EUA estão também Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE). O senador Viana afirmou que o grupo busca restabelecer os diálogos com representantes norte-americanos, enquanto há a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaje ao país para tratar pessoalmente do tema com Donald Trump, caso ele retorne à presidência.
O posicionamento de Eduardo Bolsonaro tensiona ainda mais o cenário político internacional, em um momento de crescente desgaste entre instituições brasileiras e pressões externas. O caso segue em desenvolvimento.
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