A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) protagonizou uma cena controversa na noite de quarta-feira (6), ao levar sua filha de apenas quatro meses ao plenário da Câmara dos Deputados durante uma sessão deliberativa. A ação foi parte de uma estratégia de obstrução adotada por parlamentares da oposição e gerou intensa repercussão nas redes sociais.

Imagens divulgadas mostram a deputada atravessando um corredor lotado com a criança nos braços, acompanhada por seguranças. Zanatta, que antecipou o fim de sua licença maternidade, afirmou que o gesto foi um ato simbólico de protesto contra a pauta em discussão. “Imagina eu e a Olívia decidindo o que ia pra pauta… ia só defesa da vida, armamento civil, anistia, prisão pra bandido, isso aí,” disse em vídeo publicado no Instagram.
A mobilização envolveu também a ocupação da Mesa Diretora da Câmara por deputados da oposição, com o objetivo de impedir o avanço da sessão.
A atitude de Zanatta dividiu opiniões. Críticos apontaram irresponsabilidade por expor uma bebê a um ambiente político tenso, chegando a sugerir sanções do Conselho Tutelar. Já apoiadores defenderam a parlamentar, alegando que ela exercia seu direito à manifestação.
Júlia Zanatta está em seu primeiro mandato na Câmara e é conhecida por defender pautas conservadoras, como o armamento civil. Em junho, ela também foi protagonista de outro episódio polêmico ao acusar o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) de assédio.
Até o momento, a presidência da Câmara dos Deputados não se manifestou oficialmente sobre o episódio. O caso reacende o debate sobre os limites éticos e o uso da atividade parlamentar para ações simbólicas com forte apelo midiático.
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