Pesquisa Quaest aponta rejeição massiva à PEC da Blindagem: 83% das menções nas redes são contrárias

Plenário do Congresso Nacional Foto: Agência Câmara

Uma pesquisa do Instituto Quaest, divulgada no último sábado (20), mostrou que a maior parte das publicações nas redes sociais sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, é contrária ao projeto. Do total de 2,3 milhões de menções analisadas desde que a proposta entrou em pauta na Câmara dos Deputados, 83% rejeitam a medida, enquanto apenas 17% demonstram apoio, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda de acordo com o levantamento, cerca de 28% dos posts citam as manifestações realizadas no domingo (21) contra a PEC. Em Salvador, o protesto ocorreu no Cristo da Barra e reuniu nomes como a cantora Daniela Mercury e os atores Wagner Moura e Nanda Costa. Os participantes também criticaram a proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No Rio de Janeiro, o ato contou com apresentações de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Tramitação da PEC

A chamada PEC da Blindagem foi aprovada na Câmara dos Deputados na última terça-feira (16) com ampla margem: 353 votos no primeiro turno e 344 no segundo, quando o mínimo necessário era 308. O texto agora segue para análise no Senado, onde enfrenta maior resistência e risco de ser barrado.

O projeto estabelece que, após a diplomação, parlamentares não poderão ser presos — exceto em flagrante de crime inafiançável — nem processados criminalmente sem autorização prévia da respectiva Casa. Essa decisão deverá ocorrer por votação secreta, com maioria absoluta, em até 90 dias após a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Em caso de prisão, o Legislativo terá 24 horas para se manifestar e poderá suspender a medida por maioria simples.