
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (28) que não recebeu qualquer pedido de apoio do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em relação à operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital — considerada a mais letal da história do estado, com 64 mortos, sendo 60 suspeitos e 4 policiais.
“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública para esta operação. Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada”, declarou Lewandowski.
O ministro destacou que o combate à criminalidade precisa ser conduzido com planejamento, inteligência e coordenação entre as forças envolvidas. “O combate à criminalidade, seja ela comum, seja ela organizada, se faz com planejamento, com inteligência, coordenação das forças. Enfim, não posso julgar, porque não estou sentado na cadeira do governador”, afirmou.
Durante a coletiva, Lewandowski também comentou sobre a possibilidade de decretar uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Rio de Janeiro. Segundo ele, a medida só pode ser adotada se o governo estadual reconhecer formalmente a incapacidade de suas forças de segurança.
“O procedimento é complexo e previsto na Constituição de 1988. Um dos requisitos é o governador admitir a incapacidade dos órgãos de segurança e transferir as operações para o governo federal, mais especificamente para as Forças Armadas”, explicou.
Lewandowski ressaltou ainda que a GLO envolve “regras rígidas” e só deve ser aplicada em casos extremos, o que, segundo ele, ainda não foi solicitado pelo governo do Rio.




