Nutricionista do SUS cria plano alimentar com figurinhas para paciente que não sabe ler e viraliza nas redes

Iniciativa de Linka Nascimento, em Fortaleza, ajudou paciente a perder peso e inspirou profissionais de saúde em todo o país

Imagem: reprodução

Em um gesto de empatia e criatividade, a nutricionista Linka Nascimento, que atua no Sistema Único de Saúde (SUS) de Fortaleza (CE), desenvolveu um plano alimentar ilustrado para uma paciente com problemas de saúde que não sabia ler. A profissional utilizou figurinhas de alimentos, colheres e números, criando um método visual para que a paciente pudesse seguir as orientações de forma autônoma e eficaz.

A estratégia, já usada por médicos em receitas de medicamentos, foi adaptada para a nutrição, facilitando o entendimento sobre o que comer, em quais quantidades e com que frequência. O resultado foi imediato.
“A paciente conseguiu melhorar a alimentação e fazer algumas mudanças. Na semana passada, ela mandou mensagem dizendo que já conseguiu reduzir o peso, que era um dos objetivos dela. O plano alimentar ilustrado foi bem efetivo”, contou Linka em entrevista ao Só Notícia Boa.

Para garantir a adesão, a nutricionista priorizou alimentos simples, acessíveis e familiares à paciente, reforçando sua independência na hora de montar as refeições. A ideia, além de funcional, ganhou grande repercussão nacional após Linka compartilhar a história em seu Instagram.

Parte do plano alimentar ilustrado feito pela nutricionista do SUS (CE). - Foto: arquivo pessoal
Parte do plano alimentar ilustrado feito pela nutricionista do SUS (CE). – Foto: arquivo pessoal 

O vídeo viralizou, e a profissional recebeu uma enxurrada de mensagens de apoio e pedidos de outros nutricionistas, médicos e enfermeiros interessados em aplicar o método.
“Foi um presente ver essa repercussão. Mandei para muitos colegas esse modelo, e eles disseram que gostaram e queriam aplicar também”, comemorou Linka.

Movida pela vontade de expandir a prática, a nutricionista espera que o plano ilustrado se espalhe pelas unidades de saúde do Brasil, auxiliando pessoas analfabetas ou com baixa escolaridade a compreender melhor as orientações alimentares.

A iniciativa mostra como carinho, empatia e inovação podem transformar o atendimento no SUS e garantir um acesso mais humano à saúde pública.