
O empresário em inteligência emocional e negócios, o baiano Lucas Vazk, comentou nesta quinta-feira (11), em vídeo divulgado nas redes sociais, sobre o troféu que O Kanalha recebeu na categoria Axé/Pagodão do Ano no Prêmio Multishow 2025, realizado pela TV Globo. O artista é conhecido pela música “O Baiano Tem o Molho”.
No vídeo, Lucas Vazk afirmou que ficou satisfeito ao ver um baiano ser reconhecido nacionalmente, mas levantou um questionamento sobre o rumo das letras da música brasileira. Segundo ele, o país vive realidades distintas na produção musical e enfrenta um empobrecimento cultural nas composições.
“Deixa eu te perguntar uma coisa, onde foi que a música brasileira se perdeu no meio do caminho? Esse vídeo aqui me gera duas emoções muito fortes. Uma é um orgulho. Fico feliz demais por ter um baiano ganhando um prêmio nacional de tamanho e expressão. Um artista da nossa terra. A Bahia sempre teve esse tempero de verdade. Sempre teve um diferencial musical. E quando a gente acerta na Bahia, todo mundo fica feliz. Mas a segunda emoção é o questionamento mais profundo. O que aconteceu com as letras das músicas do Brasil? O que aconteceu com a poesia? O que aconteceu com as metáforas? Com a profundidade que marcou gerações?”, questiona.
Para o empresário, a sociedade está premiando atualmente músicas com letras rasas que viralizam mais pelo impacto do que pelo conteúdo. Segundo Lucas Vazk, isso não representa uma crítica a O Kanalha, mas aponta para uma mudança de comportamento social, que estaria priorizando algoritmo, meme e provocação em vez de mensagem e profundidade.
“O Brasil já viveu uma era de festivais, inclusive na TV, que premiavam Chico Buarque, Gilberto Gil, Elis Regina, Caetano Veloso, Milton Nascimento, que eram jogadas inclusive as poesias das músicas, as letras, músicas que atravessavam décadas faziam repercussão internacional como foi a Bossa Nova mundialmente conhecida, que formavam caráter, inspiravam, ensinavam, traziam verdades sobre obras e hoje nós estamos premiando canções com letra extremamente rasa que viralizam mais pelo choque do que pelo conteúdo. Isso não é crítica ao artista, não é crítica ao canalha, porque mérito ele tem de entender o mercado e criar em cima disso. O questionamento é sobre nós, sociedade, sobre como nós estamos trocando profundidade por algoritmo, mensagem por meme e poesia por provocação”, afirmou.
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