“Falhamos em alguma coisa”, diz Tarcísio após ataque a escola em SP

Sergio Barzaghi/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reconheceu nesta segunda-feira (23) que houve falhas na segurança das escolas estaduais após o ataque a tiros que matou uma estudante de 17 anos e deixou outras três pessoas feridas na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste da capital.

O autor do ataque, um aluno de 16 anos da mesma escola, se rendeu e entregou à polícia a arma usada no crime, que era do pai dele.

“Se você me perguntar se eu tenho todas as respostas para lidar com esse tipo de situação, eu sinceramente não tenho. Ninguém quer ver alunos morrendo. Ninguém quer isso. A sensação que fica é de frustração. O governo falhou? Provavelmente, falhamos em alguma coisa. A gente não queria ter falhado”, disse Tarcísio, em entrevista coletiva em frente à escola.

Segundo o governador, a Escola Estadual Sapopemba tem 1.800 alunos e é uma “boa escola”, com “muita procura” e “fila por vaga”. Ele disse ainda que havia ronda escolar da Polícia Militar, atendimento com psicóloga na unidade e treinamento de profissionais contra agressões.

É o momento de fazer uma profunda reflexão sobre efetividade das ações que a gente tem tomado”, afirmou o governador, referindo-se aos procedimentos adotados pelo governo após o atentado ocorrido em março numa escola estadual na Vila Sônia, onde uma professora morreu esfaqueada.

O governador disse que vai manter o plano de contratar vigilância privada para as escolas, ainda sem prazo para o serviço entrar em operação, e ampliar o número de psicólogos contratados para atender as unidades – atualmente são 550 profissionais para mais de 5 mil escolas, segundo o governo.



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