
Em meio a protestos por reajustes salariais, em vez de conceder aumento o governo federal estuda como alternativa elevar benefícios como vale-alimentação para todo o funcionalismo. A informação é da Folha de São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) reservou R$ 1,7 bilhão para aumento de carreiras da segurança pública, gerando insatisfação nos demais funcionários públicos, que se mobilizaram para organizar paralisações e agora ameaçam greve.
O montante não seria capaz de recompor o salário de todas as carreiras. Com isso surgiu a alternativa de aumentar o auxílio-alimentação, atualmente de R$ 458 mensais a todos os servidores ativos, exceto aqueles que estão afastados por licença-capacitação de longa duração ou por cessão a organismos internacionais. O auxílio pré-escolar, pago a funcionários ativos com filhos de até seis anos, com valor de até R$ 321 mensais, também teria aumento. Os valores tiveram o último reajuste em 2016 e estão bem abaixo do que é pago pelos demais Poderes.
Para conseguir avançar com a proposta, o governo precisa propor a mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 ao Congresso.
O Ministério da Economia avalia que cada 1% de reajuste concedido a servidores eleva os gastos da União em pelo menos R$ 3 bilhões. Se aplicado o dinheiro disponível, o reajuste seria de 0,5% e poderia gerar uma reação ainda mais adversa da categoria.
O governo tem até março para definir como usar o valor, uma vez que a lei eleitoral proíbe aumento de benefícios nas vésperas das eleições.
Fonte: Bahia.ba




