Em um episódio tenso, cerca de 30 torcedores de uma organizada do Sport Club Corinthians Paulista invadiram o Centro de Treinamento (CT) Joaquim Grava na manhã desta quinta-feira (27). A ação foi motivada pela insatisfação com o desempenho do time, que atualmente ocupa a 18ª posição no Campeonato Brasileiro e enfrenta a ameaça de rebaixamento.

Os torcedores invadiram o CT após romperem a cerca que separa a área de base do módulo ocupado pelo time profissional. Durante a invasão, morteiros foram disparados e xingamentos foram direcionados à diretoria do clube. Em meio ao tumulto, seguranças tentaram dialogar com os manifestantes para acalmar a situação, mas as tentativas foram infrutíferas. Os torcedores gritavam frases como “Acabou a paz, agora é guerra” e “Não tem mais papo”, indicando sua decisão de intensificar os protestos.
A revolta dos torcedores foi exacerbada após o empate do Corinthians com o Cuiabá por 1 a 1 na última quarta-feira (26). Esse resultado deixou o Timão com apenas uma vitória em 12 jogos na temporada, colocando o clube em uma situação crítica na tabela do Brasileirão.
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Internamente, a diretoria está avaliando as medidas de segurança e buscando estratégias para lidar com a crescente insatisfação da torcida. A invasão ao CT sublinha a tensão que permeia o ambiente do clube, agravada pela atual campanha no campeonato.
Com a ameaça de rebaixamento cada vez mais real, o Corinthians enfrenta pressão não apenas dentro de campo, mas também fora dele. A diretoria, comissão técnica e jogadores terão que trabalhar para melhorar o desempenho e tentar pacificar a relação com a torcida.
O Corinthians divulgou uma nota oficial sobre o incidente:
“Na tarde desta quinta-feira (27), torcedores invadiram o CT Dr. Joaquim Grava e a Sede Social do Clube, no Parque São Jorge para protestar contra os últimos resultados da equipe principal masculina de futebol do Corinthians.
No CT, a invasão foi feita com um corte em uma das grades e houve disparos de fogos e rojões. Os atletas e comissão técnica estavam de folga, portanto, não viram o protesto. Os membros da torcida foram contidos pela equipe de segurança.
Em seguida, estes mesmos se dirigiram ao Parque São Jorge, invadiram pela portaria principal e pelo estacionamento, após isso quebraram os trincos das portas do andar onde fica a sala da presidência.
O ato não foi pacífico, como em outras vezes, apesar de ninguém ter se machucado.
A Polícia Militar foi acionada quando os indivíduos estavam na Sede Social e, além de controlar a situação, deram todo o suporte ao Corinthians.
Também estiveram presentes as Autoridades Policiais do Distrito da área e da DRADE, que registraram boletim de ocorrência a respeito dos fatos.
O Clube agradece aos policiais militares da 5ª Companhia do 8º Batalhão da Polícia Militar, à Força Tática também do 8º Batalhão, à equipe de Patrulhamento do Choque, além dos delegados, investigadores e escrivães da Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) e do 52 DP.
Por sempre ter estabelecido um diálogo aberto e idôneo com todas as torcidas organizadas do clube, a diretoria repudia veementemente os atos de hoje. A cobrança pacífica sempre terá a compreensão de todos, mas invasões e ameaças são lamentáveis, independentemente de qualquer coisa.”
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