“Se empresários investissem no esporte como gastam nas campanhas eleitorais, o nosso futebol seria melhor” – por Léo Valente

O título conquistado por Castro Alves no Campeonato Intermunicipal trouxe à tona um debate em Santo Antônio de Jesus e em outras cidades da região. A vitória reacendeu comparações e questionamentos sobre o desempenho da seleção municipal, que, apesar de sua arrecadação significativa e comércio pujante, não consegue alcançar uma semifinal do torneio.

Foto: ilustrativa

Cidades como Castro Alves, Cachoeira, Santo Amaro, Valença e outras de menor porte, já alcançaram títulos, enquanto Santo Antônio de Jesus ainda enfrenta dificuldades para se destacar no esporte. Entre os pontos levantados, estão a ausência de um estádio condizente com o tamanho e a importância econômica da cidade, além da falta de recursos destinados ao futebol local.

Durante o programa Levante a Voz da rádio Andaiá, o radialista Léo Valente levantou questões cruciais sobre o envolvimento do esporte em Santo Antônio de Jesus. Segundo ele, embora a Liga Santo-Antoniense de Futebol faça esforços para estruturar uma seleção competitiva, a falta de apoio financeiro é um grande obstáculo.

Um comentário de ouvinte durante o programa gerou reflexões: o investimento específico de empresários locais em campanhas políticas poderia ser direcionado, ao menos em parte, para o esporte. “Será que, se os empresários aplicarem metade, um terço, ou até mesmo um quarto do que gastaram em política no esporte, Santo Antônio de Jesus não teria melhores resultados?”, questionou Valente.

Ele citou exemplos de cidades como Jequié, Jacobina, Ilhéus, Itabuna e Alagoinhas, que têm ou já tiveram equipes no Campeonato Baiano, enquanto Santo Antônio de Jesus nem sequer tem uma equipe na divisão de acesso.

Embora o comércio de Santo Antônio de Jesus patrocine eventos e iniciativas culturais, ainda há uma lacuna no apoio ao esporte. Léo Valente destacou que o problema vai além do poder público municipal, exigindo maior engajamento dos empresários para fortalecer a cultura esportiva.

“Tudo é uma questão de foco. Se no ano sem eleição os empresários decidirem investir no esporte ou equivalente a parte do que gastaram nas campanhas políticas, talvez tivéssemos resultados expressivos no futebol e em outras modalidades esportivas”, sugeriu o radialista.